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Assaltos sucessivos a idosos na região deixam população em alerta

Assaltos sucessivos a idosos na região deixam população em alerta

Uma mulher de 78 anos foi no passado sábado, dia 2 de fevereiro, assaltada por dois homens na Calçada das Lamas, em Alpendorada. Os assaltantes roubaram todo o ouro que a idosa trazia consigo. O cenário repetiu-se esta semana, desta vez a uma idosa de 82 anos que reside na freguesia de Casais, em Lousada.

Eram perto das 15 horas quando Aurora Madureira se dirigia, como todos os dias, até ao campo que cultiva na Calçada das Lamas, uma rua sem saída. Naquele local, foi abordada por dois homens, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos – suspeita Aurora Madureira – que lhe contaram que iam abrir uma ourivesaria perto do banco Montepio, em Alpendorada.

Já o filho da idosa de Lousada, Belmiro Mota, conta que a sua mãe foi abordada da mesma maneira. A idosa estava à janela da sua casa quando um carro preto com dois homens parou à sua porta. Pediram um copo de água, pedido ao qual a idosa cedeu. Como eram perto das 17 horas e a rua é movimentada e com um café por baixo da casa onde vive, nunca imaginou que o caso terminasse num assalto.

Aurora Madureira, de Marco de Canaveses, explica que “os homens pediram para que lhes deixasse tirar fotografia aos brincos que trazia, por acharem bonitos para a sua ourivesaria”, conta a lesada. Em Lousada, a abordagem foi a mesma: “Pediram à minha mãe que deixasse tirar fotografias à volta que trazia consigo porque iam abrir uma ourivesaria em Penafiel”, relata Belmiro Mota.

Freguesia de Casais, em Lousada

Ambas as idosas acreditaram na boa-fé destes dois homens que, há primeira oportunidade, arrancaram no carro com todo o ouro que ambas traziam consigo.

“Só ouvi o mais velho dizer: dá a volta e arranca”, explicou Aurora Madureira, salientando que ainda pediu ajuda mal se apercebeu que todo o ouro que trazia consigo tinha sido roubado por aqueles dois homens, mas ninguém apareceu para a socorrer. A idosa afirma que nunca tinha visto os assaltantes naquela zona e explica que seguiam num carro cinzento mas não sabe descrever a marca do automóvel.

Para Aurora, mais do que o valor monetário elevado dos bens roubados, este assalto significa uma perda do símbolo de 60 anos de casada. A idosa admite que está “chocada” com esta situação mas que esta não é a primeira vez que há assaltos naquela rua. “Havia uma senhora na Calçada das Lamas, que já faleceu, mas que há uns anos foi assaltada também. Roubaram-lhe o ouro todo mas até lhe rasgaram as orelhas para o tirarem”, descreveu Aurora Madureira.

Também Belmiro Mota conta que, na semana passada, outra idosa foi assaltada da mesma forma “e em Freamunde também, mas diz-se que essa senhora ficou também sem o dinheiro que tinha na sua habitação”.

A população local admite estar preocupada com estes casos de assaltos, principalmente porque existem vários idosos na localidade e temem que tal situação se repita. Aurora Madureira afirma que “é uma situação que nunca vai esquecer” e que agora teme andar sozinha pelas ruas.

Belmiro e Aurora já apresentaram queixa às autoridades, que tomaram conta das ocorrências. No caso de Belmiro Mota, encontrou uma fotografia da sua mãe com o ouro que foi roubado e também já avisaram as ourivesarias das redondezas.

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