Amarante: Presente e futuro das empresas do Tâmega e Sousa esteve em discussão no espaço da Dolmen

Amarante: Presente e futuro das empresas do Tâmega e Sousa esteve em discussão no espaço da Dolmen

Terminou na terça-feira, dia 29 de janeiro, o projeto “Low Density, High Quality – Territórios de Baixa Densidade”, promovido em conjunto pela cooperativa de desenvolvimento local Dolmen e pelo Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa (CETS).

A sessão de encerramento decorreu no espaço ‘Douro & Tâmega’, na cidade de Amarante, e serviu para traçar alguns horizontes para a economia da região do Tâmega e Sousa, em especial para os municípios definidos como de baixa densidade populacional.

A ocasião serviu para lembrar alguns dados que foram recolhidos ao longo do projeto, bem como um conjunto de sugestões a executar no futuro. Patrícia Castro, da empresa Heavens’Hub, teve esse papel. A empresária colaborou na realização de um estudo nesta região, estudo esse que, para além de traçar uma “visão muito optimista, visa compreender a envolvente económica do Tâmega e Sousa, em particular da indústria transformadora e como as empresas estão a olhar para a internacionalização”. “Queríamos trazer alguma informação para as empresas terem mais recursos, compreender o ecossistema e qual o conjunto de entidades que podem ajudar as empresas da região a internacionalizar-se”, esclareceu.

Patrícia Castro revelou ainda que a região em foco, que abrange “sete municípios, 66 freguesias e quatro municípios de total baixa densidade”, “desceu no índice de competitividade e subiu no índice de coesão”. A solução, indica, passa por “sair da linha do meio”.

Relativamente ao ecossistema, a empresária considerou que as várias entidades têm “a missão de ajudar as empresas – treinar os pontos de contacto e dar um salto qualitativo nesses pontos. Precisamos mesmo de fazer uma atualização na maneira como recebemos as empresas e na maneira como fazemos para disponibilizar os conteúdos”, alertou.

Por fim, Patrícia Castro deixou uma mensagem para as empresas. “A revolução industrial não é a ascensão das máquinas, mas sim a capacitação das pessoas. O que o estudo deixa às empresas é uma noção de oportunidade do que já está a acontecer num cenário internacional. Muitos de nós falhamos porque queremos mudar o mundo numa hora. Precisamos é de pôr a bola a rolar”, advertiu.

José Marques da Silva, representante da Finance XXI, anunciou que será apresentado brevemente um atlas da internacionalização do Tâmega e Sousa, que considera ser uma região “única no país”, sendo que “poucas empresas da área poderão dar-se ao luxo de fugir a esta globalização”. É ainda deixado o alerta de que, “nos próximos 24 meses, vamos viver uma grave crise mundial”, pelo que será necessário que as empresas se preparem. “Pequenos produtores, não se deixem enganar: internacionalizar é um investimento caro… ou fazemos o nosso trabalho de casa e fortalecemos estas instituições de apoio, ou perdemos mais uma vez o caminho da internacionalização”.

Presente esteve igualmente Carlos Nunes Pinto, representante da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que referiu ter como objetivo “promover e apoiar a internacionalização das empresas, tanto nos serviços centrais em Portugal como no exterior, pondo uma variedade de ferramentas à disposição das empresas locais: informações sobre os mercados, dicas sobre como abordar os mesmos e as oportunidades e as ameaças relativamente a certos mercados”.

A coordenadora geral da Dolmen, Elsa Pinheiro, apresentou depois o Roteiro do Enoturismo no Douro Verde e ainda as Rotas no Douro Verde, obras que apresentam um conjunto de propostas de visita a cada um dos municípios do Douro Verde: Baião, Amarante, Marco de Canaveses, Penafiel, Cinfães e Resende.

No final da sessão, Cristina Vieira fez um balanço “muito positivo” da iniciativa, destacando a “série de ações“ organizadas pela cooperativa de desenvolvimento a fim de “promover aquilo que de melhor se faz na região do Douro Verde e a internacionalização das nossas empresas”. A presidente da Dolmen referiu ainda que, para que a “internacionalização do nosso território” se concretize, é “fundamental” que “os atores locais estejam focados numa estratégia de continuidade e de parceria”.

Por sua vez, Paulo Portela, presidente do Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa (CETS), considerou as regiões debatidas como “territórios de oportunidades e desafios”, destacando ainda os “seis destinos para as exportações” identificados no decorrer do projeto. Por fim, lançou o desafio a “todos os empresários que abdiquem um bocadinho da sua forma de ser, do trabalho solitário e dos seus princípios para poderem trabalhar em equipa”.

 

 

 

 

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