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Empresários detidos por burla ouvidos esta tarde no Tribunal de Marco de Canaveses

Empresários detidos por burla ouvidos esta tarde no Tribunal de Marco de Canaveses

As 12 pessoas que foram detidas pela Polícia Judiciária na investigação APATE estão a ser ouvidas, neste momento, no Tribunal Judicial de Marco de Canaveses.

Os detidos são naturais dos concelhos de Paços de Ferreira, Paredes, Porto, Vila Nova de Gaia, Santo Tirso, Guimarães, Maia, Marco de Canaveses e Felgueiras e serão julgados pela prática de crimes de associação criminosa, fraude fiscal qualificada, branqueamento, falsificação de documentos, burla tributária e fraude contra a Segurança Social.

Os detidos chegaram ao Tribunal Judicial de Marco de Canaveses cerca das 14h20 desta quinta-feira, divididos em três viaturas. Os advogados de defesa e acusação chegaram momentos antes, entrando pela porta da frente.

O presumível líder desta associação criminosa é Bruno Taipa, proprietário de gabinetes de contabilidade, tendo já sido condenado, anteriormente a cinco anos de prisão pelos mesmos crimes. Também a irmã e a ex-mulher fazem parte do leque de detidos.

Segundo a Polícia Judiciária, o líder, em conjunto com terceiros, “manteve uma prática reiterada e constante de comportamentos tendentes à obtenção de benefícios fiscais indevidos para os seus clientes, nomeadamente em reembolsos de IVA e na diminuição artificial da matéria coletável para efeitos de IRC, colhendo desse modo proveitos e benefícios a que sabia não terem direito”.

Na sequência do ocorrido foram declarados dados falsos à Autoridade Tributária, emitindo faturas de compras e prestações de serviços, por meios informáticos, em nome de sujeitos passivos cuja contabilidade tinham a seu cargo.

Relativamente ao IVA e IRC, esta associação criminosa e o grupo de sociedades envolvidas terá lesado o Estado Português em cerca de dois milhões de euros.

No decurso da operação policial, foram apreendidas várias viaturas automóveis, equipamentos informáticos e telemóveis, vasta documentação contabilística e fiscal a evidenciar relevância probatória.

Segundo o que o Jornal A VERDADE apurou, o valor da burla deve aumentar, bem como o número de detidos e arguidos, tendo em conta a complexidade do caso.

 

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