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“É necessário pensar hoje o futuro da nossa comunidade” assume Humberto Brito sobre a Linha do Vale do Sousa

“É necessário pensar hoje o futuro da nossa comunidade” assume Humberto Brito sobre a Linha do Vale do Sousa

A linha ferroviária do Vale do Sousa deixou de estar apenas em forma de “riscos” e passou para o Plano Nacional de Investimento para este ano de 2019. Os esforços dos concelhos do Vale do Sousa tiveram resultados e o Governo de António Costa colocou na agenda de estudos para este ano.

Humberto Brito, presidente do município de Paços de Ferreira, é um dos autarcas que luta por esta via considerando “uma necessidade absoluta para o território. Mais do que se falar em coesão territorial é colocá-la em prática, e esta via seria uma forma de unir este nosso território”, avançou o líder de Paços de Ferreira, um dos três concelhos com maior expressão industrial pelo mobiliário.

Lousada e Felgueiras são outros dos concelhos que consideram “importante” esta via para a coesão territorial. A indústria têxtil e do calçado juntamente com o mobiliário representam cerca de seis milhões de euros em exportações. Valongo e Paredes juntam-se a este conjunto de concelhos que reclamam esta via ferroviária. Todos representam cerca de 200 mil habitantes, número que, indicam, justifica o investimento previsto de 300 milhões de euros.

A presença de António Costa e Pedro Marques na passada semana na região do Tâmega e Sousa para visitar as obras de eletrificação da linha do Douro – Caíde / Marco – sinalizou a entrada desta proposta no Plano Nacional de Investimentos para 2019.

Humberto Brito disse ao Jornal A VERDADE que este projeto “não é um trabalho de dias, mas sim de anos”. Os estudos prévios, de impacto ambiental até à aprovação da obra pode demorar cerca de oito anos, seguindo-se depois a construção, o que nenhum dos atuais autarcas dos concelhos envolvidos poderão “inaugurar”, pelo limite de mandatos. No entanto, e segundo o autarca de Paços de Ferreira, “é necessário pensar hoje no futuro da nossa comunidade”.

A linha do Vale do Sousa iria permitir a mobilidade não só em direção ao Porto mas também entre os concelhos que o presidente do município de Paços de Ferreira diz necessitar de “mão de obra qualificada. Sem mobilidade não é de todo atrativo para um jovem vir trabalhar para a nossa região”. A região do Tâmega e Sousa é uma das regiões mais jovens de Portugal Continental, o que dá mais força aos autarcas para reivindicar esta obra.

Humberto Brito acumula o cargo de presidente da ADERSousa, entidade responsável pelo projeto Rota do Românico que há 20 anos promove e divulga o património românico, e por isso também vê “uma potencialidade para o turismo da região. A Linha do Vale do Sousa vinha dar um contributo importante na mobilidade dos turistas que procuram o Douro mas antes de lá chegar tem toda uma região para descobrir”, afirma.

Certo é que esta intenção dos municípios chegou à agenda do Governo e agora é tempo de estudar a linha ferroviária que poderá unir os concelhos de Valongo, Paredes, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras.

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