Cristina Vieira alerta governo para a necessidade de alterar critérios para os passes sociais

Cristina Vieira alerta governo para a necessidade de alterar critérios para os passes sociais

As obras da eletrificação da linha do Douro, no troço de Caíde – Marco tiveram esta segunda-feira a visita de António Costa.

O primeiro ponto de paragem desta visita aconteceu em Caíde, no município de Lousada, com uma passagem pelas obras de um dos túneis existentes na linha ferroviária, local que carece de maior atenção pela segurança exigida. Mais tarde, visitou a estação de Marco de Canaveses para o lançamento do concurso de aquisição de material circulante para a CP – Comboios de Portugal, numa “promoção” da coesão territorial e que contempla a compra de 22 novos comboios.

A receção foi feita pela presidente de câmara, Cristina Vieira, bem como pelos seus pares, pelos colegas dos municípios do Tâmega e Sousa que estiveram presentes no encontro e pelas crianças de algumas escolas de Marco de Canaveses que fizeram questão de cumprimentar o primeiro ministro.

Antes do lançamento do concurso, a comitiva fez uma breve visita às obras, e depois Cristina Vieira tomou o púlpito não só para agradecer a António Costa a visita e a obra que “agora vê vida”, mas também para reivindicar outras necessidades para o concelho do Marco de Canaveses e para a região do Tâmega e Sousa.

Para a autarca local, a obra de eletrificação da linha do Douro no troço de Caíde e Marco de Canaveses é uma obra “estruturante para o desenvolvimento da região e em particular para o nosso concelho, onde durante dez anos foram feitas várias promessas, desengane-se quem não assume que a obra tem fim com o governo PS, com o governo de António Costa”, afirmou Cristina Vieira que considerou que após estas obras a região ganha uma melhor mobilidade e por isso todos ganham uma melhor qualidade de vida.

Num dia “histórico para o país, onde 20 anos depois é lançado um concurso para aquisição de novos comboios, é um orgulho receber no concelho do Marco de Canaveses este «marco» histórico”, avançou a autarca, visivelmente satisfeita pela escolha do local de lançamento do concurso e pelos novos comboios para as linhas regionais.

Neste ponto, a salientar os requisitos apresentados pela administração da Comboios de Portugal para os possíveis fornecedores do material circulante, num investimento de cerca de 162 milhões de euros. Os pontos de decisão sobre os fornecedores passam não só pelo valor na aquisição das locomotivas mas também na sua manutenção e todos os critérios ambientais por forma a reduzir o impacto ambiental. Outro dos pontos importantes para os concorrentes passa pelo prazo de entrega uma vez que a empresa CP exige a entrega dos mesmos no espaço de cinco anos.

Aproveitando o momento, Cristina Vieira, pediu ao governo a sua intervenção para “causas estruturantes para a comunidade do Tâmega e Sousa”, nomeadamente a questão dos apoios aos passes sociais que segundo o orçamento de 2019 está afeto às áreas metropolitanas ou comunidades intermunicipais, e que para o caso particular do concelho de Marco de Canaveses tem um “problema maior pois as viagens pendulares passam pelas duas áreas, e caso não se reveja estes critérios de apoios, os marcoenses não podem usufruir, pagando muito mais que por exemplo os munícipes de Paredes”, destacou.

Perceber que os munícipes de Paredes numa viagem pendular para o Porto abrangem apenas uma área municipal, do concelho de Paredes para o interior do Tâmega e Sousa entra a comunidade intermunicipal que mesmo apoiando os utentes com apoios sociais, estes não sentirão o alívio nos passes sociais porque só podem usufruir de um dos apoios. Se um cliente de Paredes passará a pagar 40 euros pelo passe mensal, um utente do Marco de Canaveses pagará o dobro.

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