Baião: Sabores tradicionais da ceia de Natal

Baião: Sabores tradicionais da ceia de Natal

Publireportagem

Natal é Natal com bacalhau à mesa, as batatas e a tronchuda cozida. É também uma travessa ao almoço com o tradicional Anho Assado com arroz do forno. E o melhor azeite para regar a boa gastronomia, o bom vinho verde da região e claro a doçaria tradicional do Natal. E podíamos ficar por aqui que estaria apresentada a mesa da consoada.

Mas não, queremos mostrar-lhe as tradições através de quem sabe. Para isso, sentamos-nos à mesa do Restaurante Fonte Nova, mesmo no centro da vila de Baião, e entre uns frutos secos e conversa paralela, Manuel Costa abriu-nos a ementa da sua casa para a quadra natalícia.

Um espaço tradicional da gastronomia local há 35 anos e com principal enfoque nas carnes. O grelhador está todos os dias ligado, as carnes e o peixe passam por lá. O sabor é genuíno, garante Manuel Costa, proprietário da casa há mais de 15 anos.

Na época de Natal todos procuram os sabores característicos. Chegam em grupos de amigos e famílias e querem saborear um “bom bacalhau cozido, com as batatas e a tronchuda, mas não deixam alguns de preferir o bacalhau assado na brasa, com as batatas a murro”, garante o proprietário que recorda este prato dos tempos antigos na casa da família nos dias que antecediam o Natal.

No restaurante Fonte Nova a ceia abre com “umas boas entradas. Pastelão de ovos, alheiras, salsichas, bolos de bacalhau, enchidos e queijos”, seguindo-se o prato principal com o bacalhau ou “com uma costeleta arouquesa e posta de vitela na brasa”, adiantou Manuel Costa sobre os que abdicam do bacalhau e optam por uma das especialidades que é a carne arouquesa “do talho ao lado e de confiança”.

A típica ceia de Natal deve ser “regada com vinho verde branco avesso de Baião, já que o bacalhau exige um vinho fresco e com algum teor alcoólico”, avançou o anfitrião da sala que diariamente recebe dezenas de clientes. Seguem-se as doçarias tradicionais como as rabanadas e aletria “feitas cá e encomendadas para a noite de natal de muitas casas em Baião e arredores. Fazemos muitas centenas para fora”. O bolo-rei completa a mesa que não pode esquecer os frutos secos “para acompanhar uma boa conversa de amigos”, assume Manuel Costa.

Mas se acha que a ceia de Natal termina assim, desengane-se. Em terras frias como Baião, fecha-se a mesa “com um café e um bagaço para aquecer”.

E na fria manhã seguinte as atenções viram-se para o tradicional Anho Assado no forno a lenha. Um dos segredos está “em saber aquecer o forno e na escolha do anho. Tem de ser criado pelos nossos produtores para garantirmos a qualidade”, avança o proprietário que em Dezembro, nos dias 8 e 23, dias de feira, não tem mãos a medir a servir este prato no seu restaurante.

“As sobremesas e os frutos secos não saem da mesa e no almoço de Natal acrescenta-se o bom anho, acompanhado pelo arroz que foi ao forno nas pingadeiras por baixo da carne e regado por um vinho maduro”, conclui Manuel Costa sobre a mesa de Natal.

E se ficou com água na boca, o melhor é passar pelo restaurante e deixar-se levar pelos bons sabores da região do Douro, Tâmega e Sousa.

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