De Bagagem pelo Mundo: A bola começou a rolar no SC Paivense e já brilha no AEL Limasso

De Bagagem pelo Mundo: A bola começou a rolar no SC Paivense e já brilha no AEL Limasso

De bola no pé e a família no coração, Leandro Silva largou tudo e foi para o Chipre. A AEL Limassol é a nova equipa do jogador, de 24 anos, natural de Castelo de Paiva, que desde os seus sete anos vê a bola a rolar pelos campos.

Leandro Silva já está habituado a estar pelo mundo, mas isso começou pelo mediatismo que alcançou pelos seus feitos enquanto jogador do FC Porto, e agora em AEL Limassol. Esta última equipa colocou-o fisicamente longe de Portugal, mas sente que “sangue português” não falta no Chipre.

Agarrou na sua bagagem futebolística a 4 de julho de 2018 e lançou todas as cartas e trunfos na nova equipa que o acolheu. “O médio português Leandro Silva revelou-se decisivo no jogo desta segunda-feira para que o AEL Limassol continue no topo do campeonato do Chipre”, relatava no dia 10 de dezembro o jornal O Jogo.

Leandro Silva confessa que sabia que o futebol seria uma modalidade que praticaria durante a vida. Foram as raízes familiares que o moveram, tinha ainda sete anos. O seu primeiro campo foi o SC Paivense, onde jogavam os seus tios, o pai e, mais tarde, o seu irmão.

Desde miúdo que ia com o seu irmão mais velho aos treinos do SC Paivense onde, embora “pequenito”, misturava-se com todos os escalões que estivessem em campo para poder dar um chuto na bola. “Entrava no campo do paivense as 6horas da tarde e só saía às 10h30 da noite”, recorda com saudade este período da sua infância.

Foi dos campos do SC Paivense – clube onde jogou até aos 11 anos – que Leandro Silva deu o salto para uma nova cidade, uma nova vida. “Num jogo contra o espinho estava lá um olheiro do FC Porto e pediu para eu ir às captações no FC Porto”.

O craque passou três dias intensivos a treinar, pois o desejo de crescer e desenvolver a sua vida dentro das quatro linhas era enorme. E se os sonhos comandam a vida, este comandou-a certamente: entre cerca de 1000 jovens que lutavam por um lugar, esse, foi ocupado pelo jogador de Castelo de Paiva.

Questionado de como viveu a receção da notícia, Leandro Silva soltou uma gargalhada, pois foram os pais que receberam o “presente” em primeira mão e que lhe comunicaram que teria de “ir assinar o contrato ao Dragão”.

O sucesso no FC Porto despoletou novos desafios e, com eles, novas oportunidades. O amor bateu-lhe à porta e hoje, com 24 anos, sente-se um homem realizado e feliz. No Chipre encontrou o lugar certo para semear mais uma semente e colher mais um fruto. Está à espera do seu próximo rebento. Em 2019, serão dois filhos a olhar para a televisão a ver o pai a rematar à baliza.

Antes do Chipre, Leandro esteve noutros países devido à sua profissão. Alemanha, Holanda,  Qatar, Bulgária, Espanha, França, Chipre e Lituânia foram alguns dos solos que já pisou e, em alguns deles, até marcou.

Mas o clima no Chipre, em que raro é o dia em que chove, bem como a cultura semelhante à portuguesa, diz ajudar na classificação do país em “Perfeito”. Por aqui, já criou as suas rotinas de vida.

“De manhã vou aos treinos e, de tarde, vou descansar e passear com a minha família, basicamente é isto que faço o ano todo”, diz confortável com a sua situação profissional e emocional.

Pena mesmo é não haver voos diretos para Portugal. Tal facto impossibilita muitas visitas à sua família e isso entristeci-o. No início, esta conjuntura acarretou dificuldades. Tinha deixado toda a sua família em Portugal e os voos para regressar eram escassos. “Esta foi a primeira vez que deixei o meu país para ir para outro”, conta com amargura ao recordar o que viveu.

Mas os dias ganharam outro colorido quando a mulher e a sua filha se tornaram na companhia dos seus dias. “Agora, sinto-me no Chipre como me sentia em Portugal”, frisou.

A sua filha não o deixa esquecer que o regresso a Portugal está para breve, pois sabe que é Natal e nessa data é altura de regressar a Portugal. Com a ansiedade a aumentar e os minutos que restam para entrar no avião a diminuir, é tempo de pensar nos desejos para 2019.

“Que a gravidez da minha mulher corra bem , e que o meu segundo filho, que nasce em fevereiro, nasça com saúde. Ao mesmo tempo, que a saúde permaneça na casa de toda a minha família. O resto vem por acréscimo”. Estes foram os desejos do jovem de Castelo de Paiva que está a colocar a sua terra e o seu país, na boca do mundo.

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