José Luís Carneiro: “Europa tem de abrir a porta a quem a escolhe como pátria”

José Luís Carneiro: “Europa tem de abrir a porta a quem a escolhe como pátria”

“Temos que estar preparados para abrir a porta e receber quem queira escolher a Europa como a sua pátria. A Europa tem que ser uma luz na salvaguarda dos Direitos Humanos”, defendeu na manhã desta quarta-feira, o Secretário de Estado das Comunidades, na sessão comemorativa dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promovida pelo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), em parceria com o Município de Paredes.

“Os Direitos Humanos são uma condição inerente à dignidade humana”, afirmou José Luís Carneiro, na conferência sobre Migrações e os Direitos Humanos. “Os grandes fluxos migratórios são provocados pelas situações de desigualdade –  guerras ou pobreza – existentes no país de origem”, afirmou, para acrescentar que “não podemos esquecer que nós também somos um país de emigrantes, entre portugueses e luso-descendentes, são cerca de 5,7 milhões de pessoas em 178 países diferentes.”

“O grande desafio da sociedade europeia é demográfico”, afirmou o governante, lembrando que a abertura da Europa ao exterior é uma questão de sustentabilidade do próprio continente.

José Luís Carneiro salientou que “é na vida cotidiana da cidadania que os Direitos Humanos fazem o seu caminho e a conduta da política externa de Portugal rege-se pela promoção desses direitos.”

Perante a Declaração Universal dos Direitos Humanos, lembrou, “todos os seres humanos nascem livre e iguais e a reflexão que surge nestas comemorações é que os migrantes têm também este direito”. “É preciso garantir-lhes os direitos fundamentais neste fosso de desigualdade e neste mar de injustiças”, afirmou.

Assumindo a promoção dos Direitos Humanos como um dever de todos, o CHTS considera de extrema importância o envolvimento com a comunidade. “O hospital não pode fechar-se à comunidade, queremos estar ao lado das escolas, dos Cuidados Primários e das Autarquias nestas iniciativas e projetos”, afirmou o presidente do CHTS. Nas palavras de Carlos Alberto, “além dos nossos direitos, temos que refletir também sobre os nossos deveres e o nosso papel na mudança”. O administrador lembrou que, “no caso específico do CHTS, queremos promover uma prestação de cuidados mais humanizada”.

O encontro, que assinalou também os 40 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, serviu também, nas palavras de José Ribeiro, enfermeiro-diretor do CHTS, para “promover a reflexão sobre os Direitos Humanos e pensar de que forma podemos contribuir, enquanto indivíduos, para a dignidade humana”.

Já o presidente da Câmara Municipal de Paredes, Alexandre Almeida salientou a importância do papel da autarquia na defesa dos Direitos Humanos. “As autarquias estão na primeira linha no que concerne à defesa dos direitos dos cidadãos”.

Livres e Iguais

Falando a propósito do tema “Livres e Iguais”, André Silva, vogal do CHTS, convocou “todos a defender os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, liberdade e igualdade, que surgiram de uma necessidade entre duas guerras mundiais”. 

Mário Rocha, diretor de Agrupamento de Escolas de Cristelo, fez a contextualização histórica até à atualidade da evolução do conceito de Direitos Humanos no mundo, afirmando que “a consciencialização para o bem comum e individual, tem que ser feita em comunidade”.

André Dias Pereira, do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, falou sobre os princípios da justiça aplicados à Bioética, referindo o Código de Nuremberga e o futuro da humanidade, tendo em conta as modificações genéticas e o limite ético destas alterações de forma a garantir a dignidade humana e os Direitos Humanos.

Beatriz Meireles, vereadora da Câmara Municipal de Paredes, sobre o papel das autarquias afirmou que “como órgão de política local, de proximidade, as autarquias têm de cumprir e fazer cumprir os direitos humanos”. A vereadora apresentou ainda algumas das medidas sociais em curso no concelho para “garantir a liberdade e dignidade humana de todos os cidadãos nascidos, tal como é referido na abertura da declaração dos Direitos Humanos”.

Ana Raquel Conceição, advogada e docente da Universidade Lusíada, resumiu a Declaração dos Direitos Humanos à palavra tolerância, “uma palavra aglutinadora de todos estes direitos”.

Paulo Ferreira Cunha, da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, lembrou que “a Constituição tem caraterísticas literárias às quais não podemos fugir, os direitos humanos não podem ser só direitos políticos, têm que ser sociais, económicos e culturais.”

1 comentário
Vitor Almeida
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1 Comentário

  • Agostinho Vieira Couto
    6 Dezembro, 2018, 3:01

    Lindas palavras sim ,,mas faz-nos um favor leva-os para a tua casa ou entao para uma das ,sedes do teu partido ,,,,xuxialista , que por sinal ate nem pagam ,,imi ,,ou la como e que se chama pode ser que eles sejam mais patriotas que o sr secretario , e ate nao tenham tanta ,habilidade de vender essa mesma Patria como fazem actualmente o PS e restante ,,,,giringonsa , estes sim ,,numca tiveram Patria , por isso ,,da-la de borla ,ou vende-la ao ,,desbarato e tudo a ,,mesma coisa enfim ,,,giringoncadas e pequenos actores em filmes onde ,,numca deveriam ,,ter entrado ,, , ou seja so la entraram de ,,assalto ,,governa e entra num governo aquele ou aqueles que sao ,,livre e democraticamente , eleitos pelo voto do povo , ,, os que entram pela ,,porta do cavalo , sao ,,estranhos intrusos , derrotados , amantes do ,assalto , ,, so nao ve e nao entende quem nao quer ou acha que e mais ,,esperto que os restantes ,,

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