Castelo de Paiva: Lar da Santa Casa da Misericórdia assinalou 30.º Aniversário

Castelo de Paiva: Lar da Santa Casa da Misericórdia assinalou 30.º Aniversário

O Lar da Santa Casa da Misericórdia assinalou 30.º Aniversário no passado dia 3 de dezembro. As comemorações iniciaram logo pela manhã, com uma missa conjunta com as duas outras instituições que também assinalaram os seus 30 anos de existência nesse dia, nomeadamente a Academia de Música, bem como o  Centro Social e Paroquial de Sobrado.

A propósito desta efeméride, Gonçalo Rocha, presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva já se congratulou com este aniversário do Lar da SC da Misericórdia, considerando tratar-se de uma das valências mais importantes da Santa Casa da Misericórdia de Castelo de Paiva.

Durante as comemorações foi realçado o trabalho do Lar na comunidade paivense. Visto que no dia 3 de dezembro se comemorou o Dia Internacional do Portador de Deficiência, o Jornal A VERDADE esteve à conversa com uma funcionária da Santa Casa da Misericórdia a fim de perceber o papel do cuidador dos portadores de deficiência.

Carla Freitas trabalha há 16 anos junto no Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) da instituição. Embora fosse professora, decidiu abandonar o ensino  para ajudar pessoas com deficiência mental, moderada e profunda.

Agora, como coordenadora da equipa, confessa que trabalhar com portadores de deficiências “ao início, não é fácil mas no decorrer dos meses, dos anos tudo se torna intuitivo, maternal, transparente”, realçou.

“A deficiência não é um “bicho papão”! Não! Nem é difícil! Bastar sermos felizes e mostrarmos que o somos”, explicou Carla Freitas.
A equipa que coordena “permite a todos os utentes usufruírem de bem estar, qualidade de vida”. Para esta funcionária, viver  um dia no CAO ” é viver a alegria, a musica , a dança e o Sorriso”.
Os “meus meninos” são tão felizes! E quando olhamos para essa felicidade e olhamos-nos ao espelho, a questão vem ao de cima: o que somos nós? Porque nos lamentamos todos os dias?
Carla Freitas salienta a importância de instituições como a Santa Casa da Misericórdia, bem como de a população se considerar “toda ela igual, todos temos limitações e dificuldades, uns apenas mais que outros”. 

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