Competividade no Tâmega e Sousa: ‘Temos de criar condições para fixar os jovens’

Competividade no Tâmega e Sousa: ‘Temos de criar condições para fixar os jovens’

“Quem quiser ir perto, vá sozinho, para ir mais longe, tem de ir acompanhado”, assim definiu Telmo Pinto a sua perspetiva de futuro da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS), que esta sexta-feira organiza um fórum para a competitividade em Cinfães.

Para o primeiro secretário da CIM-TS, a diversidade dos  municípios deve ser encarada como uma “riqueza”, numa alusão às realidades existentes dos municípios do Sousa, do Tâmega e do Douro Sul que compõem esta comunidade.

No âmbito do primeiro painel de comunicação do Fórum para a Competitividade do Tâmega e Sousa, que está a acontecer esta sexta-feira no auditório municipal de Cinfães, foram discutidas medidas para a fomentação de um território desafiante.

“Não nos falta trabalho, não nos faltam atividades, o que fazemos é que é mal remunerado, quer o empresário, quer os colaboradores”, salientou Telmo Pinto, acrescentando que é com a “inovação e mais conhecimento” que se consegue ultrapassar o desafio da diversidade territorial.

José Martino, CEO da empresa Ruris, mostrou-se concordante com Telmo Pinto no que respeita à necessidade de inovação, como forma de “criar valor nesta região”.

Durante a sua comunicação no primeiro painel deste fórum, José Martino referiu que se torna essencial “trabalhar em conjunto, ver os melhores agentes a trabalhar e levar as pessoas a ver outras experiências que resultam”.

Frisou ainda a necessidade do trabalho em conjunto, assim como a consequente venda como forma de “fazer com que o Tâmega e Sousa tenha uma marca para o setor agroalimentar”.

Além da questão laboral, José Martino frisou a importância e necessidade de “criação de condições para fixar os jovens”.

“Hoje em dia, eles querem estar onde se sentem valorizados, e temos de competir com exemplos como Barcelona ou Paris. É preciso que a CIM faça este trabalho de fazer um plano de fixação de jovens”

José Marques da Silva, CEO da Finance XXI Consulting, disse que o Tâmega e Sousa é “o território mais pobre do norte do país, e mais pobre de Portugal”. A fim de se alterar esta realidade, o CEO da Finance XXI Consulting salientou a necessidade de “ir ao território buscar a autenticidade, aquilo que nos une. Temos o menor número de diplomados de Portugal, abaixo da média nacional e regional. Temos o mais baixo poder de compra do país”, referiu. O baixo nível de escolaridade foi um dos tópicos abordados por José Marques da Silva.

“A região do Tâmega e Sousa vale 1.800 milhões de euros, só a fabrica da Mabor Continental vale mil milhões de exportações.

“A região precisa de um plano Marshall, que alerte para implementar um conjunto de ideias que mude este paradigma”, disse José Marques da Silva.

Cinfães, 30/11/20168 – Fórum para a Competitividade do Tâmega e Sousa.
José Martino (CEO da Ruris), Telmo Pinto (CIM-TS), Vítor Pinto (Jornalista), José Marques da Silva (CEO da Finance XXI Consulting).
Octavio Passos

O programa do Fórum para a Competividade do Tâmega e Sousa termina hoje com a entrega dos prémios da terceira edição do concurso ‘Tâmega Sousa Empreendedor’.

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

Apoie o jornalismo de qualidade.
Faça uma doação para este projeto.