De Bagagem pelo Mundo: Albano Cunha conheceu o amor pela Suíça

De Bagagem pelo Mundo: Albano Cunha conheceu o amor pela Suíça

Saiu de Amarante há 18 anos. Foi o tempo suficiente para criar uma vida noutro país. E foi isso que Albano Cunha decidiu fazer. Sem saber o que ia encontrar, pegou nas suas malas e despediu-se da sua família. O coração estava apertado, afirma, mas o sonho fê-lo voar mais alto.
Foram horas “intermináveis” numa viagem longa de carro. Mal abriu a sua bagagem para se instalar na nova cidade, só “via a saudade da sua terra natal”.

As memórias da vida que passou em Amarante eram muitas naquele momento de chegada. Recordou os 11 anos que passou na escola. Ao mesmo tempo, pensou nos tempos de tradutor, assim como nos dias que passou na área da logística na Bofil & Bodmer, uma empresa alemã sediada em Marco de Canaveses.

Mas era tempo de fechar as recordações na mala e fazer cumprir o sonho que o fez entrar, em 2000: “Procurar um futuro risonho”. As dificuldades que encontrou na adaptação ao país “foram muitas”. Mas Albano Cunha diz que “rapidamente se tornou tudo bem mais fácil”.

Embora sentisse saudades da sua família e de “tê-los por perto nos momentos bons e maus”, o certo é que dominar o alemão e o inglês o ajudaram a alcançar vários sonhos. E o amor foi um deles. Oriundos de países diferentes – Albano Cunha de Portugal e Suzanne da Suíça – o certo é nem as diferenças culturais impediram que ambos se apaixonassem. Assim se uniram os seus corações de tal modo que Albano e Suzanne tiveram uma filha, “o que aqueceu ainda mais os dias” desta família.

A Suíça trouxe-lhe a estabilidade emocional e profissional. Deixou de lado a sua vida de tradutor e da logística empresarial e passou a integrar o ramo da aviação civil.  “Tenho o meu escritório no aeroporto de Zurique. Trabalho para a Checkport, Ltd. (uma empresa da Swissport) onde sou “Head of Operations Switzerland”. Por outras palavras – porque deixar o inglês de parte já é uma tarefa difícil para Albano Cunha – é Chefe de Operações da Checkport na Suíça.

Comecei por baixo e desenvolvi-me na firma, estudando e tirando certificados e diplomas em Inglaterra e nos Estados Unidos de América para enriquecer o currículo. Faço há oito anos parte da gerência da firma, pois foi com esforço e dedicação que cheguei a Head of Operations (chefe das operações)”, salientou. A empresa que pertence emprega mais de 300 pessoas só em Zurique, naquele país.

É certo que “não tem nada a ver com aquilo que fazia” antes de enveredar por esta aventura, mas encontrou no novo país um lugar que gosta. “Gosto do país em si, das paisagens, da organização, e da mentalidade das pessoas”, explica.

Ver a paisagem pintada de branco agrada-lhe principalmente porque é “fã dos desportos de inverno”. O esqui é o desporto que mais gosta de fazer.  Mas Albano Cunha diz sentir falta da boa-disposição que se encontra pelas ruas de Portugal, algo que é raro pelas ruas da sua cidade. “Gostava que as pessoas tivessem um pouco mais de humor”, revela.

Mas há algo que sente mais falta do que da boa-disposição da população portuguesa. “A falta que a minha filha que está em Portugal, os meus pais, os meus irmãos, a minha família me fazem”, confessa. Para colmatar as muitas saudades que dominam os seus sentimentos diários, Albano Cunha tenta, através das novas tecnologias, fazer frente à distância.

Porém, voltar a carregar a bagagem para regressar definitivamente à sua terra natal não faz parte dos seus planos. “A minha esposa é suíça. Temos uma filha e uma casa na Suíça em conjunto”, explica, afastando a ideia de regresso dos seus planos.

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