Marco de Canaveses: Falta de funcionários motiva manifestação na Escola Básica da Picota

Marco de Canaveses: Falta de funcionários motiva manifestação na Escola Básica da Picota

Os encarregados de educação dos alunos da Escola Básica da Picota, na freguesia do Marco, no concelho de Marco de Canaveses, voltaram a fazer uma manifestação em frente ao estabelecimento escolar, esta quarta-feira, dia 14 de novembro.

O motivo é novamente a falta de funcionários para assegurar a vigilância dos 95 alunos que frequentam aquela escola.

Durante a manhã, os pais não deixaram os seus filhos entrar na escola, no entanto permitiram a entrada dos professores.

Recorde-se que os pais já se tinham manifestado no início do mês de novembro, naquela altura o problema foi a transferência de uma assistente operacional para outro estabelecimento escolar da mesma freguesia, ficando a Escola Básica da Picota apenas com uma assistente operacional. Ontem, dia 13 de novembro, essa funcionária entrou de baixa médica.

Rui Mendes, representante dos encarregados de educação, demonstrou a indignação de todos os pais perante a situação. “Não temos funcionárias que façam desenrolar a atividade normal da escola. Seria necessário esta escola ter duas assistentes operacionais”, sublinhou.

O representante dos pais explicou que os encarregados de educação têm o objetivo de encontrar uma solução. “Não estamos a fazer nenhuma manifestação que se use a violência, pelo contrário. Estamos a tentar dialogar com a diretora da escola, para que a situação seja resolvida”, frisou.

Também presente no local estava o presidente da Junta de Freguesia do Marco, Celso Santana, que se mostrou solidário com os encarregados de educação. “O nosso papel é de solidariedade com os pais, porque queremos que todas as escolas funcionem”, referiu.

De acordo com o autarca, existem “responsabilidades, e essas responsabilidades são do agrupamento. Eles têm de garantir os assistentes operacionais na escola”.

A Câmara Municipal de Marco de Canaveses colocou uma funcionária naquela escola para “dar melhores condições ao funcionamento”, no entanto, segundo Celso Santana “não tem de substituir um posto de trabalho, é apenas um auxílio ao assistente operacional”.

“Os pais pediram ajuda à junta de freguesia e nós disponibilizamo-nos a arranjar uma funcionária das nossas, porque não podemos colocar aqui ninguém do centro de emprego”, acrescentou Celso Santana.

Para o presidente é necessário “prever estas situações de baixas médicas, ou então fazer acordos com as juntas de freguesia ou com as câmaras municipais”.

O representante dos encarregados de educação, Rui Mendes, avançou que, se a situação se mantiver os pais não deixarão os filhos entrar na escola. “Se amanhã não tivermos funcionárias não vamos deixar os nossos filhos entrar, vamos continuar a fazer a manifestação até a situação se resolver”, garantiu.

O Jornal A VERDADE tentou entrar em contacto com o Agrupamento de Escolas de Marco de Canaveses, no entanto, até ao momento, não obtivemos resposta.

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