Crisântemos e velas decoram cemitérios em Dia de Todos os Santos

Crisântemos e velas decoram cemitérios em Dia de Todos os Santos

Já é uma tradição. No dia 1 de novembro, centenas de pessoas movem-se até aos cemitérios para passarem um momento de devoção junto das campas dos seus defuntos.

O carinho pelo local parece continuar a levar as populações a decorarem o último espaço daqueles que partiram. As luzes, como símbolo religioso que ilumina os que já partiram, e as flores como a “única coisa que as pessoas podem oferecer aos falecidos”.

Vânia Rodrigues é florista há 16 anos. Com o seu próprio estabelecimento aberto em Castelo de Paiva, não tem “mãos a medir nesta altura do ano”. Neste dia,  tem cerca de uma dezena de pessoas a venderem flores e a fazerem arranjos. “Uns são amigos, outros família e outros têm formação para fazerem os arranjos, porque as pessoas são muito exigentes com aquilo que vão colocar no cemitério”, explica.

Para a florista, a enorme venda de flores prende-se com o “carinho pelo lugar que move as pessoas e não a vaidade ou competição entre si”. A flor mais requisitada é o crisântemo, flor associada ao Dia de Todos os Santos.

“Esta flor é a que mais procuram, mas pedem para colocar outras flores, principalmente as mais tropicais, mas o símbolo do Dia de Todos os Santos tem de lá estar”, confessa Vânia Rodrigues.

O crisântemo é uma flor que só abre nesta época do ano, “porque gostam de muito frio e da noite”. As condições atmosféricas que se fazem sentir no final de outubro fizeram com que a flor se tornasse num símbolo do Dia de Todos os Santos.

“É impressionante que as flores dos Santos só abrem neste dia, independentemente do tempo que se faz antes, porque antigamente os invernos eram mais rigorosos e agora já não é assim. Mas as flores abrem”, explica Ermelinda Silva, popular que planta estas flores por serem “extremamente caras”.

Vânia Rodrigues disse que os preços aumentam nesta época do ano, “a verdura dobra e as rosas sobem mais de vinte cêntimos”. Mas nem isso afasta as pessoas de “fazerem um mimo” no Dia de Todos os Santos.

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