Viajante de Marco de Canaveses completa três de meses da ‘volta ao mundo’

Viajante de Marco de Canaveses completa três de meses da ‘volta ao mundo’

Passam três meses desde o início da aventura de Sílvio Marco que se encontra a dar a volta ao mundo.

Fomos encontrá-lo na sexta-feira em Macau. Até ao momento, o viajante natural de Marco de Canaveses já percorreu a Lituânia, Letónia, Estónia, Finlândia, Rússia, Mongólia e China, incluindo Hong-Kong e agora Macau.

Para se deslocar entre os vários países que incluiu no seu roteiro, Sílvio Marco usa meios de transporte públicos, como o comboio e autocarro e a escolha para pernoitar têm sido hostels, até porque tem um plafond mensal que tenta cumprir, e permite “o convívio com outros viajantes” com os quais se vai cruzando.

Ao longo destes três meses a conhecer o mundo, o marcoense destaca algumas experiências que o marcaram. “Na Rússia, fui convidado para assistir à final da suportava russa entre o CSKA e o Lokomotiv, onde jogam o Éder e o Manuel Fernandes”, começou por dizer.

Depois, na Mongólia, “marcou-me bastante a semana que passei com famílias nómadas, ficando a conhecer bem de perto o dia-a-dia destas gentes que percorrem a estepe com milhares de cabeças de gado e cuja gastronomia se baseia em carne fresca e leite com os seus derivados”.

Sílvio Marco recorda ainda as recentes peripécias na China, “pelo facto de quase ninguém falar inglês, e onde os nomes das cidades são bastante parecidos, tão parecidos que por vezes muda apenas uma letra. O que me levou a terminar o dia num local a 250 km do destino pretendido”.

SIlvio-Marco-Viajante-002

SIlvio-Marco-Viajante-001

SIlvio-Marco-Viajante-012

‘A Rússia foi uma enorme surpresa’

De todos os países por onde já passou, o viajante Sílvio destaca a Rússia, “não só pela beleza e vastidão do país, mas essencialmente pelas suas pessoas, gentis e simpáticas, ao invés da imagem que tinha sobre eles”.

“A Mongólia também me ficará para sempre na memória, pelos contrastes do país que consegue ter montanhas cobertas de neve enquanto lá em baixo, na estepe, faz um calor difícil de aguentar. São montanhas a mais de quatro mil metros de altitude, onde é difícil chegar e se não fosse a ajuda dos nómadas, jamais teria conseguido”, refere.

Por fim, “não podia deixar de realçar o sentimento e o arrepio na pele quando cheguei a Macau, não só por parecer que me encontrava em Portugal, mas também pelo irrepreensível estado em que se encontra todo o património que ali deixamos, fruto do enorme esforço que o governo da ilha faz preservar e promover a herança portuguesa. Tudo está em Português e Chinês, pelo facto de o Português continuar a a ser uma das duas línguas oficiais (Português e Mandarim)”.

Para esta perceção de estar em Portugal, também contribuem “os muitos restaurantes que existem em Macau, de portugueses e para portugueses, que ainda hoje ali se encontram. Aliás, a cultura portuguesa e o sentimento de pátria continua bem vincado em todos eles”, salienta Sílvio Marco.

SIlvio-Marco-Viajante-035

SIlvio-Marco-Viajante-033

SIlvio-Marco-Viajante-025

Filipinas é o próximo destino

Em relação ao futuro, o viajante de Marco de Canaveses está a caminho das Filipinas, onde conta ficar mais de um mês. “São mais de duas mil ilhas e pretendo visitar uma dúzia delas”. Depois, será a vez de visitar Vietnam, Camboja, Laos, norte da Tailândia e Myanmar, antes de rumar à India.

Por fim, vem a questão financeira e quanto está a gastar por mês para suportar esta viagem. “Na verdade, tenho excedido um pouco o meu orçamento mensal de mil euros, sobretudo porque os vistos de entrada são muitos caros. Normalmente, são duas a três semanas em cada país, o que me obriga a tirar, em média, dois vistos por mês, onde gasto à volta de duzentos euros, mas tenho feito um esforço. Tenho a perfeita noção com o que sei hoje, que planeando antecipadamente a viagem com um critério mais objetivo, sim, é possível”, concluiu Sílvio Marco.

Pode seguir o percurso do Sílvio Marco no seu site – www.oviajante.pt, ou no Facebook e Instagram.

A Verdade
ADMINISTRATOR
PERFIL

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

Apoie o jornalismo de qualidade.
Faça uma doação para este projeto.