Baião: Rashed Al Qemse venceu o Grande Prémio de Portugal do Campeonato do Mundo de Motonáutica F2

Baião: Rashed Al Qemse venceu o Grande Prémio de Portugal do Campeonato do Mundo de Motonáutica F2

A Albufeira da Pala, em Baião recebeu, no passado fim-de-semana, dias 14, 15 e 16 de setembro, o Grande Prémio de Portugal, integrado no Campeonato do Mundo de Motonáutica F2.

Rashed Al Qemse foi o vencedor da prova, natural dos Emirados Árabes Unidos. O piloto oficial do Abu Dahbi Team dominou a edição de 2018 do Grande Prémio de Portugal de F2 Powerboat.

Na primeira largada para a prova, não deu oportunidade aos adversários, mas viu a corrida interrompida, com uma bandeira vermelha, após as primeiras voltas, devido a um acidente sem consequências para o piloto envolvido.

Na segunda partida, que se tornou a real, voltou a aproveitar a primeira posição no pontão de largada e virou novamente na primeira boia no comando, assumindo a liderança e começando a construir rapidamente uma vantagem que o fez galgar as 44 voltas da prova sem oposição.

A defender o título, o português Duarte Benavente tudo fez para voltar a triunfar. Aos comandos de um Moore, o piloto de Azeitão foi o segundo melhor nos treinos. Na segunda partida, o piloto caiu para terceiro atrás do lituano Edgaras Riabko (DAC).

Os dois lutaram longo de toda a prova e, para alegria do muito publico nas margens do Douro, Benavente voltou a conquistar o 2º posto a poucas voltas do fim, relegando Riabko para o 3º lugar final.

Uma referência para Alberto Comparato. O italiano consolidou a liderança do campeonato, apesar de ter sido apenas quinto.

Já no pódio e segurando firmemente a bandeira de xadrez Rashed Al Qemzi não escondia a “grande alegria por esta primeira vitória da temporada na fórmula 2, que dedico à minha equipa, pois têm sido fantásticos para me darem um barco perfeito”. O “sheik” louvou “a excelente organização deste Grande Prémio. Já tinha estado em Baião, há três anos, adorei a prova deste ano, que teve uma organização exemplar e quero voltar em 2019”.

Para o seu lado esquerdo, no degrau correspondendo ao segundo lugar, subiu o português Duarte Benavente, debaixo de uma enorme ovação do muito público presente na cerimónia. Vencedor em 2017, Benavente voltou agradeceu “todo o apoio que senti de vós ao longo deste fim-de-semana. Estou muito contente com este resultado, que dá alento e à minha equipa para a próxima prova de Fórmula 1, já para a semana na China. Tudo faremos para trazer para casa um bom resultado”.

O lituano Edgaras Riabko juntou ao título europeu de F2 recentemente conquistado “em casa”, o 3º lugar neste GP que considerou “uma da se melhores corridas onde participei até hoje, com uma organização ao nível das melhores do mundo”. Rematou as declarações com “os parabéns ao Duarte e ao Rashed que estiveram fantásticos”.

Agora a “caravana” mundial de F2 Powerboat ruma até ao Sri Lanka, onde a 30 de novembro e 1 de dezembro, disputam, em Colombo, a quinta e última prova do campeonato.

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Entidades envolvidas na organização garantem que é uma aposta para continuar

Trinta e um pilotos à partida, naquela que foi a lista mais robusta de todo o campeonato mundial de 2018. Dezassete nações com bandeira desfraldada nos mastros oficiais, mais de 20 mil espetadores no dia principal e uma presença nos “media” tradicionais e digitais de grande fluxo.

João Paulo Rebelo, secretário de Estado do Desporto destacou “a magnífica qualidade deste evento, com uma excelente organização, que levou Baião e o Norte de Portugal ao mundo, contribuindo para a promoção do território e para a economia local e regional. A organização está de parabéns”.

Para o presidente Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, a prova “já se transformou num dos grandes eventos desportivos do país e a Câmara Municipal tudo fará para que a prova ainda aumente de importância”.

Paulo Ferreira, presidente da Federação Portuguesa de Motonáutica realçou “a importância cada vez maior que a motonáutica esta a ter no panorama dos grandes eventos desportivos nacionais, como é o caso deste em Baião e é objetivo a cumprir por esta Federação que o nosso país continua estar ao mais alto nível mundial”. O líder federativo anunciou ainda que a prova “voltará a ser candidatada a integrar o Mundial, como bem merece”.

Já para Mário de Sousa, o “homem do leme da prova”, o sentimento era de “dever cumprido e de agradecimento, principalmente ao Governo Português, à Câmara Municipal de Baião e à Federação Portuguesa de Motonáutica, parceiros fundamentais para erguermos este tremendo desafio. Cumprimos e estamos prontos para outra”.

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