Sílvio, o viajante de Marco de Canaveses que está a dar a volta ao mundo

Sílvio, o viajante de Marco de Canaveses que está a dar a volta ao mundo

Aos 42 anos, Sílvio Marco carrega uma mochila de 13 quilos para percorrer os quatro cantos do mundo.

É natural do Marco de Canaveses e, por perceber que provavelmente já tinha vivido metade da sua vida (se atendermos à esperança média de vida) e que “muito ainda estava por viver”.

Seguiu viagem com 11 t-shirts, 11 pares de meias, 11 cuecas, três calças, dois calções. “E não, não ando com a mesma roupa todos os dias, a roupa é que é toda igual”, explica.

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A ideia começou a ganhar forma na segunda metade do ano passado. Com o aproximar de mais um aniversário, constatou que, “sendo a esperança média de vida de 84 anos, estaria muito próximo de atingir o patamar a partir do qual se iniciaria a contagem decrescente”, disse.

“Refleti no que havia sido a minha vida até aquele momento e no que me fazia verdadeiramente feliz, pelo que a decisão veio quase naturalmente: vou dar a volta ao mundo. Prefiro arrepender-me mais tarde do que chegar aos últimos dias e suspirar… ai se eu sabia!, salientou Sílvio Marco.

A viagem implicou sacrifícios, como vender o seu carro e reduzir ao máximo tudo aquilo que era possível reduzir, em prol do seu sonho.

Tem um orçamento que ronda os mil euros mensais, sem qualquer patrocínio e, por isso, Sílvio revela que é um “um orçamento low-cost mas sem sacrifícios absurdos”. Pegou no mapa-mundo e delineou um percurso que pretende cumprir, que começou na Lituánia e acaba na Tailândia.

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O marcoense destacou que esta “é uma viagem para usufruir do mundo e para recuperar energias de mais de 20 anos de trabalho”, sendo que este trajeto delineado não está totalmente programado, nem fechado.

O tempo que o viajante de Marco de Canaveses prevê passar em cada lugar varia consoante os pontos de interesse patentes no mesmo, bem como os custos a que cada região obriga.

“Não é o mesmo visitar os países do Báltico ou visitar a Rússia ou a China. Tem que existir flexibilidade suficiente também pela questão dos custos, pois às vezes é preferível compactar um pouco mais as visitas, começando mais cedo e terminando mais tarde, mas encurtar a estadia em locais que são exponencialmente mais caros, como a Finlândia, Hong-Kong ou Macau”, frisou.

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Numa viagem em que a única companhia é a sua mochila, Sílvio Marco pretende conhecer novas pessoas e culturas, até porque confessa que desde que começou a viagem, há menos de um mês, nunca recebeu “qualquer demonstração de antipatia ou desrespeito”.

“Quero sentir que o grande sonho da minha vida estará concretizado e que volto um ser humano mais feliz. Quero sentir que a vida vale a pena e transmitir isso mesmo a todos os que me rodeiam: vivam, sejam felizes, façam aquilo que vos faz verdadeiramente felizes”. Esta é a mensagem do marcoense que, desde dia 26 de junho, dia em que partiu na aventura, já soma experiências que confessa nunca esquecer.

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Pode seguir diariamente o percurso do Sílvio Marco através das seu site – www.oviajante.pt – ou através dos perfis nas redes sociais: Facebook ou Instagram.

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