Grupo Operacional ‘Pequenos Ruminantes no Douro Verde’ foi apresentado em Cinfães

Grupo Operacional ‘Pequenos Ruminantes no Douro Verde’ foi apresentado em Cinfães

 

Foi apresentado na tarde desta quinta-feira, na Biblioteca Municipal de Cinfães, o Grupo Operacional ‘Pequenos Ruminantes no Douro Verde’, apoiado pelo PDR 2020.

Este projeto é liderado pela Dolmen e será implementado em parceria com a Universidade de Trás os Montes e Alto Douro (UTAD), a Associação de Criadores de Gado de Baião e Marco de Canaveses, a Braviniciativa (Centro de Veterinário de Vila Meã) e criadores de gado do Marão, Aboboreira e Montemuro.

O objetivo do grupo operacional é contribuir para o uso racional e sustentável de antiparasitários na produção de pequenos ruminantes nas regiões de montanha no Douro Verde.

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Apesar de ter sido aprovado em março de 2018, este projeto foi submetido em novembro de 2016 e partiu da iniciativa da Dolmen, que “viu neste tema toda a pertinência”, afirmou Elsa Pinheiro. Segundo a coordenadora da Dolmen, no conjunto do território Douro Verde são contabilizadas cerca de 15 mil cabeças de pequenos ruminantes.

A importância do desenvolvimento do projeto prende-se “por um lado, pelo potencial natural propício à atividade de produção animal”, apontou Elsa Pinheiro lembrando que outrora as serras do Marão, Aboboreira e Montemuro eram “imensamente povoadas” e que “neste momento exige-se que haja uma atenção especial e estratégias para que as serras estejam novamente povoadas”. Outras questões indicadas foram a nível cultural e gastronómico, uma vez que o anho/cabrito assado constituem os principais pratos gastronómicos e festivos da região. “De onde vêm estes animais? É importante criar riqueza a quem procura e dizer-lhes que os produtos que vêm cá consumir quando nos visitam são produzidos cá, por pessoas que vivem cá e que desta atividade retiram essa riqueza”, sublinhou.

Os objetivos do projeto passam, assim, “pela dinamização da economia de montanha que nós queremos que volte a aparecer” e pela “questão da preservação ambiental, porque os animais na serra serão um forte contributo para que não aconteçam as tragédias que aconteceram no ano passado”, afirmou a coordenadora da Dolmen, deixando também a nota que outras atividades “podem advir desta produção animal”.

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Luís Cardoso, docente da UTAD, salientou que o projeto, no qual a universidade também participa, vai ter uma componente de investigação e focou a “aquisição e a partilha de conhecimento” que se irá verificar.

“Para nós, que nos dedicamos à saúde animal, há uma ideia que a higiene dos animais pode e deve ser a saúde das pessoas, saúde física e saúde material e financeira”, destacou ainda.

Pedro Semblano, vereador do município de Cinfães, reconheceu grande importância ao projeto e ao trabalho em sinergia. “Podemos estar hoje a dar passos importantíssimos para demonstrar de que forma o maneio dos animais pode significar um aumento de produção, aumento de rentabilidade e de sustentabilidade”, transmitiu.

Para o autarca, “identificar os animais, os produtores e, neste caso em particular, identificar os parasitas, é fundamental” para que o projeto tenha sucesso e para que se possa preservar o nosso mundo rural. “A agricultura hoje é cada vez mais fundamental para que possamos ter turismo, para que possamos ter todas as outras atividades económicas e para que possamos ter qualidade e vida”, rematou o vereador.

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