Brincar faz bem à saúde, não só das crianças, mas também das famílias!

Brincar faz bem à saúde, não só das crianças, mas também das famílias!

São muitas as necessidades irredutíveis das crianças e o ter alguém que brinque com elas é uma delas. O brincar é algo que é inato à criança. Constitui-se como uma necessidade básica na vida das crianças, tal como a alimentação, os cuidados de saúde e a higiene o são. De facto, as crianças têm a capacidade instintiva para brincar, mas também é verdade que o instinto para brincar de forma criativa poderá desaparecer gradualmente se não houver envolvimento dos adultos para estimular o seu desenvolvimento. As crianças deverão ser estimuladas a brincar sozinhas, mas é também imprescindível que os pais brinquem com elas desde tenra idade, bem como as ensinem a brincar.

Na nossa sociedade ainda está muito enraizada a crença de que o brincar não é assim tão importante e não é produtivo, sendo por isso uma atividade vulgarmente desvalorizada e que não merece investimento pela grande maioria dos adultos. O que a experiência e estudos comprovam desde há muitos anos é precisamente o contrário. O brincar é uma atividade fundamental para o desenvolvimento saudável da criança quer do ponto de vista cognitivo, emocional e social. É através do ato de brincar que as crianças vão construindo a sua própria identidade, desenvolvendo as suas aprendizagens e, em simultâneo, tomando contacto com o mundo que as rodeia. Há estudos que demonstram que as crianças tendem a ser mais criativas e desenvolvem menos problemas de comportamento quando os pais brincaram com elas, em pequenas, ao “faz de conta”.

Há estudos que demonstram que as crianças tendem a ser mais criativas e desenvolvem menos problemas de comportamento quando os pais brincaram com elas, em pequenas, ao “faz de conta”.

Há alguns pais que se apercebem dos benefícios da brincadeira, mas não vêm necessidade de se envolver. Há outros que não brincam com os filhos, muitas vezes pela simples razão de não saberem como. De facto, o brincar poderá ser uma excelente ferramenta para o estabelecimento de uma forte relação emocional e de proximidade com os filhos. É uma das melhores formas das crianças poderem lidar com os seus medos e angústias, experimentarem diferentes emoções, colocarem-se em diferentes papéis e desenvolverem as suas competências de relacionamento interpessoal. 

Aquilo que todos os pais desejam é que os filhos sejam, acima de tudo, felizes e que mantenham uma relação de proximidade e afetividade com eles. As atividades lúdicas praticadas entre pais e filhos são as experiências que as crianças mais valorizam e ficam nas suas memórias para sempre. Estes momentos de grande cumplicidade contribuem determinantemente para construir uma reserva de sentimentos e experiências positivas que poderá ser útil em momentos de conflito.

Em suma, o primeiro passo é os pais valorizarem o ato de brincar e reservarem algum do seu tempo para brincar com os seus filhos. Pais felizes, crianças felizes! 

 

Psicologia---Ana-Margarida-Carvalho

Ana Margarida Carvalho
Psicóloga Clínica e da Saúde e da Educação

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