Professores europeus partilham metodologias de ensino em Penafiel

Professores europeus partilham metodologias de ensino em Penafiel

Professores de sete países andam, há três anos, a partilhar experiências para implantar novas metodologias de ensino nas escolas da Suécia, Espanha e Itália, mas também da Bulgária, Turquia e do Reino Unido. Os encontros, que se desenrolam no âmbito do programa da União Europeia Erasmus +, visam reunir um conjunto de boas práticas que, depois, será difundido pelos estabelecimentos escolares de todos os países.

A última iniciativa teve lugar na Escola Básica e Secundária do Pinheiro, em Penafiel, o único estabelecimento de ensino português que integra o projeto.

Aníbal Martinez, professor de Educação Física de Toledo, Espanha, já aprendeu que se a informação for transmitida quando os alunos estão a praticar alguma atividade física a comunicação e a apreensão de conhecimento é muito mais eficaz. “Foi em Inglaterra que descobri esta técnica”, revelou.

Já Cecília Espinho, docente de Educação Visual, ensinou aos colegas turcos novas formas de trabalhar o gesso e a pasta de moldar. “Os próprios alunos participaram no workshop e mostraram como se faz. Eles não conheciam estas técnicas”, enfatizou.

E é precisamente este intercâmbio que é destacado por Brian Smith, coordenador do  “Activ8 to Communicate”, desenvolvido no âmbito do Erasmus +, o programa da União Europeia para a educação, formação, juventude e desporto dirigido a alunos, mas também a professores. “Partilhámos os mesmos objetivos e a ideia é aprendermos uns com os outros”, explicou.

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E foi com esse intuito que, desde 2015, cerca de 30 docentes reuniram-se, em períodos de uma semana, em escolas do Reino Unido, Itália e Espanha. E, por último, vieram até à Escola Básica e Secundária do Pinheiro. “Os professores participam nas aulas e observam como os colegas ensinam”, descreveu Brian Smith.

João Paulo Ferreira, professor na escola de Penafiel, participou nos cinco encontros realizados até agora e faz um “balanço muito positivo” de todas as experiências. “Conseguimos aproximar as escolas de uma realidade comum através de uma interdisciplinaridade muito vincada”, defendou.

Por outro lado, diz, a participação neste programa europeu é também uma forma de “validar” a metodologia aplicada neste estabelecimento de ensino português. “Criámos jogos inovadores e, ao mesmo tempo, fomentámos os nossos jogos tradicionais, que partilhámos com os colegas de outros países”, referiu.

Paralelamente aos encontros realizados em diferentes escolas da Europa, está a ser concretizado um projeto que envolve professores, alunos, pais e outros elementos da comunidade escolar. “O objetivo é acumular o número de quilómetros, através de provas de atletismo, BTT e natação, que separam todos os países que estão envolvidos no projeto”, explicou Brian Smith.

Na semana em que estiveram em Penafiel, alguns dos participantes contribuíram com mais alguns quilómetros feitos num passeio de bicicleta pelo Castro Mozinho.

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