Marco de Canaveses: Mau estado da Escola Secundária de Alpendorada preocupa comunidade

Os alunos da Escola Secundária de Alpendorada, em Marco de Canaveses, estão preocupados com a situação do edifício escolar, a nível de infraestrutura.

O caso remonta ao ano letivo 2015/2016, quando houve o abatimento de pisos e a abertura de fissuras nas paredes da escola. A situação foi dada a conhecer de imediato ao Ministério da Educação, proprietário do estabelecimento, e à DGEstE – Direção Geral de Estabelecimentos Escolares.

Ao Jornal A VERDADE, Carlos Cardoso, aluno da referida escola, demonstrou a sua preocupação que é alargada aos restantes colegas. “Um dia destes pode acontecer alguma coisa, por exemplo uma catástrofe natural, e fazer com que parte da escola caia”, receia.

O aluno revelou ainda que apesar de receberem indicação de que a escola está segura, os alunos não sentem essa tranquilidade.

Luís Guedes, presidente da Comissão Instaladora da Associação de Pais da Escola Secundária de Alpendorada, partilha do mesmo receio e revela que parte do problema foi causado por cursos de água que passam no subsolo. “Estruturalmente parece que há pareceres que dizem que o edifício está seguro, mas não conseguimos perceber o que está no subsolo”, fundamentou.

Os alertas da comunidade educativa e das próprias entidades locais, junto dos serviços do Ministério da Educação, têm sido vários.

Domingos Neves, presidente da Junta de Freguesia de Alpendorada Várzea e Torrão, confirmou tratar-se de uma preocupação de toda a comunidade. “A Junta de Freguesia já fez ofícios para a Direção Regional de Educação e a resposta é que vão ser feitas obras e que essas obras já foram a concurso”, comunicou.

Para a presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, Cristina Vieira, que esteve no local em novembro a verificar o risco existente, “com o mau tempo que se fez sentir, é normal que as pessoas estejam preocupadas”.

Segundo a autarca, as informações mais recentes dão conta de que as obras irão ser realizadas ainda no decorrer do ano de 2018. “Recebemos a notícia há muito pouco tempo, através da Direção Geral, de que vai ser possível levar a concurso esta obra tão ambicionada para a Escola Secundária de Alpendorada”, transmitiu acrescentando ainda que “a obra vai ser realizada durante o ano de 2018 todo. Não vai passar para o ano de 2019”.

No dia 17 de janeiro o deputado à Assembleia da República e marcoense, Luís Vales, apresentou um projeto de resolução, naquele órgão, a solicitar o início imediato das obras de reparação da escola.

No mesmo dia, em comunicado, a Escola Secundária de Alpendorada, revelou que “segundo ofício da DGEstE Norte, datado de 09 de janeiro de 2018, a 1 de setembro de 2017 foi celebrado contrato relativo à empreitada para a realização das obras necessárias para a reposição das condições normais de funcionamento deste estabelecimento de ensino”.

Na mesma nota, a escola garantiu que “a direção tem mantido um diálogo constante com a DGEstE e o Ministério de Educação, relatando todas as ocorrências registadas, reportando ainda ao Sr. Ministro da Educação, à Câmara Municipal do Marco de Canaveses e à Junta de Freguesia”.

Ainda esta semana deverá realizar-se uma reunião entre a Câmara Municipal de Marco de Canaveses e a Comissão Instaladora da Associação de Pais da Escola Secundária de Alpendorada. Na próxima semana irá decorrer uma reunião do Conselho Geral das Escolas, onde se integra a referida comissão.

Os encarregados de educação serão informados de todo o processo e estado da escola na próxima quarta-feira, dia 24 de janeiro, em Assembleia Geral de Pais.

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  • Venâncio Oliveira
    19 Janeiro, 2018, 19:24

    Estas anomalias são normais nas obras do estado.

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