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Paredes: Fogo provocado por cobertor elétrico matou septuagenária

Paredes: Fogo provocado por cobertor elétrico matou septuagenária

Elisa Marques Loureiro foi salva, há cerca de 15 dias, de um cobertor elétrico em chamas, que chegou a queimar o colchão onde dormia. Mas esta terça-feira os mesmos vizinhos que foram então em seu socorro não conseguiram resgatar com vida a mulher de 74 anos, que voltou a ser vítima de um incêndio provocado pelo cobertor elétrico que usava para se aquecer durante as noites frias.

A septuagenária morreu queimada pelas chamas que os Bombeiros de Lordelo conseguiram confinar ao quarto da habitação situada em Vilela, Paredes.

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“O alerta foi dado pelas 9.05 horas e, à nossa chegada, deparámos com um incêndio num quarto da habitação. Conseguimos conter as chamas, mas a senhora já estava carbonizada”, referiu José Freitas. O comandante dos Bombeiros de Lordelo sustentou que as causas do fogo estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária, mas acrescentou que “tudo leva a crer que foi um cobertor elétrico que provocou este trágico acidente”.

Maria José Teixeira, enteada da vítima, recorda que esta não foi a primeira vez que o cobertor elétrico usado por Elisa Marques Loureiro esteve na origem de um incêndio. “Os vizinhos disseram que há 15 dias aconteceu o mesmo e que foram eles que, quando se aperceberam do cheiro a queimado, a salvaram”, contou. Nessa ocasião, a septuagenária foi encontrada, “sentada à mesa da cozinha e quase a desmaiar”, enquanto o colchão ardia.

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Esta terça-feira, Elisa Marques Loureiro não conseguiu fugir da cama. “Quando os vizinhos deram conta do incêndio vieram socorrê-la, mas já não puderam fazer nada”, frisou Manuel Alves, marido de Maria José Teixeira.

O casal declarou que Elisa Marques Loureiro, natural de Sobrado, em Valongo, veio residir para Vilela há sensivelmente 30 anos, quando casou com o pai de Maria José Teixeira. Há 12 anos, o marido morreu e, desde então, a septuagenária passou a viver sozinha. “Ela não deixava ninguém entrar na casa e tinha tudo fechado”, garantiu. A enteada da vítima assegurou ainda que Elisa Marques Loureiro “não queria sair” da habitação e só aceitava a aproximação das assistentes sociais que, todos os dias, lhe forneciam as refeições.

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