Celorico de Basto promoveu Feira Anual de Sta. Catarina

Celorico de Basto promoveu Feira Anual de Sta. Catarina

O município de Celorico de Basto promoveu no passado fim-de-semana, 25 e 26 de novembro, a Feira Anual de Sta. Catarina, uma atividade centenária que se estendeu pelo centro da vila. O concurso pecuário concelhio e regional para raças autóctones foi o penúltimo realizado no país em 2017 e os melhores exemplares foram premiados na nesta feira. A chega de bois voltou a ser um dos ponto mais importantes desta iniciativa.

Joaquim Mota e Silva, presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, mostrou-se satisfeito com a adesão a esta atividade.“Esta feira centenária mantém-se com o vigor de outros tempos com milhares de pessoas a deslocarem-se à sede do concelho para comprar e assistir às atividades promovidas”, declarou.

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“Uma feira com história e memória onde a principal característica é o concurso pecuário das raças autóctones. O efetivo destes animais tem vindo a diminuir no concelho o que nos obriga a apostar, mantendo as tradições, em outras atividades, também atrativas e que valorizem o gado bovino, como a chega de bois”, realçou o autarca.

O presidente aproveitou a feira para assistir às atividades, destacando a importância da presença em maior número de feirantes e de visitantes. “É muito importante sentir que as tradições de Sta. Catarina se conservam inalteradas. As sardinhas continuam a ser muito procuradas e têm cada vez mais expressão nesta feira. O fumeiro, o vinho e os produtos hortícolas também ganham cada vez mais expressividade. A compra dos agasalhos de inverno, as meias, ninguém vem à Sta. Catarina sem comprar meias, são tradições que se mantêm. Felizmente, conseguimos manter esta feira bem viva e atrativa para feirantes e visitantes”, concluiu Joaquim Mota e Silva.

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A feira teve início no dia 25 e contemplou um passeio a cavalo e um magusto tradicional com cantares ao desafio.

No domingo realizou-se o tradicional concurso pecuário das raças autóctones. Durante o concurso foram apresentados os melhores exemplares da raça Minhota e da Raça Barrosa, as raças com mais representatividade no concelho. De seguida foram premiados os melhores exemplares de diferentes categorias, num júri composto pelo veterinário da Casa do Agricultor de Celorico de Basto, Vítor Teixeira, o representante da AMIBA, Associação de Criadores de Bovinos de Raça Barrosã, António Vieira Leitee a presidente da APACRA – Associação Portuguesa de Criadores de Bovinos de Raça Minhota, Teresa Moreira.

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A presidente da APACRA explicou que “a única raça que continua a crescer é raça Minhota, já conta com cerca de 2400 sócios no efetivo, porque o produtor tem vindo a desistir da raça de leite e optar por uma raça com maior produtividade o que mantém esta raça com o futuro assegurado”. O que contrasta com o que tem acontecido no concelho, como referiu anteriormente o presidente do município, opinião que foi reforçada por António Carvalho, produtor concelhio da raça minhota. “Nota-se que há muitos produtores a desistir, apesar da carne se escoar muito bem. Os novos não estão muitos recetivos à criação de gado e os mais velhos começam a perder as forças. Eu continuo a ter gado por carolice, porque gosto, apesar do trabalho e da dedicação ao animal ser muito exigente”, explicou.

Segundo nota enviada à imprensa, durante a tarde a chega de bois atraiu milhares de pessoas ao recinto que viram um grande espetáculo proporcionado pelos touros, de raças autóctones da região e de regiões limítrofes, a barrosã, Maronesa e a Mirandesa.

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Também o concurso pecuário inter escolas agrícolas da raça Holstien Frísia premiou os melhores exemplares desta raça conhecida pela sua aptidão “leiteira” que tem vindo a mostrar algumas dificuldades no mercado do leite mas, como disse o diretor da Escola Profissional de Fermil, Celorico de Basto, Fernando Fevereiro, “somos otimistas e acreditamos num futuro melhor e promissor para esta raça. Uma raça que é muito exigente, que tem de ser lavada com água e sabão todos os dias, porque é fundamental que sejam bem desinfetados”.

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