Jaime Alves: “Quem vota no CDS em Resende está a votar PS e a impedir a mudança”

Foi o alerta deixado por Jaime Alves na noite de terça-feira na apresentação do programa eleitoral do PSD para Resende.

Para o candidato à Câmara Municipal “votar CDS é dar força ao PS e impedir que haja mudança no nosso concelho” numa clara alusão à candidatura de Anabela Oliveira pelo CDS-PP, que nas últimas eleições e até bem perto do fim do mandato chegou a integrar a coligação de direita entre sociais democratas e centristas em Resende, tendo sido eleita vereadora.

Com a sala cheia, os recados para os adversários não se ficaram pelo partido à direita do PSD e viraram à esquerda para comentar as atitudes de alguns dirigentes socialistas em Resende.

Sem nunca referir nomes, Jaime Alves acusou o Partido Socialista de ter “uma teia de interesses que serve meia dúzia de pessoas e que condena o futuro da comunidade”, atirou o social-democrata.

As acusações não ficaram por aqui, com o candidato do PSD Resende a acusar o atual presidente da Câmara Municipal eleito pelo PS de ter deixado de pagar renda do seu consultório médico para o transferir para as instalações da Casa do Povo de Resende.

“Sabem-me dizer porque é que o presidente de Câmara deixou de pagar renda do seu consultório para dar consultas na Casa do Povo sem pagar nada?”, perguntou ironicamente Jaime Alves e ouviu a plateia responder com palmas.

Jaime Alves prosseguiu com as acusações, garantindo não se tratarem de observações pessoais, mas sim políticas.

“Sabem quem é que despediu a funcionária que trabalhava com ele há mais de 20 anos no dia um de fevereiro? O presidente da Câmara sem que a senhora recebesse um único cêntimo de indeminização. Está agora num programa do centro de emprego, precária, contratada pela Casa do Povo no dia 3 de abril” e, afirma o social-democrata, “a trabalhar para quem a despediu antes, paga com o dinheiro do herário público”, continuou o líder laranja.

Já no fim do discurso, Jaime Alves disse lamentar “ter de fazer o discurso referindo estes argumentos, mas não podemos ficar calados”, afirmando “não ter vergonha nem o rabo preso”.

No que diz respeito ao programa eleitoral, o candidato estabeleceu como áreas prioritárias a solidariedade social, o desenvolvimento económico, a coesão local e a valorização do território.

Entre as medidas apresentadas destaca-se a promessa da reabilitação urbana e regeneração para Caldas de Aregos, a reabilitação da estrada municipal que liga o concelho a Bigorne, a criação de passadiços nas zonas ribeirinhas que visa fomentar o turismo de natureza, um programa municipal de saúde e a criação de uma marca agroalimentar “made in resende”.

 

Fotografias: Foto Ideal – Resende

 

João Pereira
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