Portugal a crescer nos sectores da tecnologia, startups e scaleups

Portugal a crescer nos sectores da tecnologia, startups e scaleups

Por anos, Portugal não esteve entre os principais países em tecnologia na União Europeia e ainda não está no topo do ranking. No entanto, avanços recentes em muitos sectores com o aumento do incentivo as startups e scaleups de diversos géneros estão a aquecer a indústria tecnológica portuguesa e os números mostram progresso lusitano.

Na pesquisa recente divulgada pela Eurostat, Portugal terminou o último ano com 108 mil pessoas empregadas no sector da tecnologia. Isso representa apenas 2,4% dos empregos de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na União Europeia, mas é um avanço contínuo em relação aos números de outros anos.

Em 2011, o número de empregados nesse sector era de apenas 66,1 mil pessoas, o que significa que a marca alcançada em 2016 registou quase o dobro em relação ao comparativo de cinco anos atrás.

O resultado do crescimento tecnológico vem em vários sectores, e, neste ano, há vários exemplos disso. Um bom exemplo como é no Porto, em que um investigador da Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP) criou uma tecnologia que permite a melhor interação entre robôs e humanos.

O motivo para optimismo na tecnologia portuguesa não fica só no crescimento bruto dos números, pois o mercado de startups, que incluem muitas novas empresas do sector, também está a crescer e ganhar o respeito de muitas pessoas.

Para Rui Sousa, co-fundador da empresa Movtz, que está a trabalhar pontos de carga para automóveis eléctricos, a moral está alta. “É o melhor lugar para testarmos qualquer tecnologia. Primeiro é muito fácil conseguir contactos. É um país pequeno e, a partir do momento em que se entra numa estrutura, [como foi o caso de] quando começámos no Big Smart Cities [competição de empreendedorismo apoiada pela Vodafone], conseguir falar com empresas que fazem algo similar ou no caso de precisarmos de uma tecnologia, é fácil”, afirma o empresário.

No mercado parecido com as startups, no ano passado as scaleups, que são empresas maiores com financiamento de mais de US$ 1 milhão, cresceram mais do que o dobro da União Europeia com US$ 130 milhões em financiamento.

“Ao olhar para os números portugueses, devemos considerar que, além da pequena dimensão da economia portuguesa, o ecossistema é bastante jovem. 76% das scaleups identificadas foram fundadas depois de 2010 e, dessas, quase metade foi fundada depois de 2013”, diz Alberto Onetti, coordenador da Startup Europe Partnership, em comunicado.

É curioso notar que os norte-americanos são os que mais colocam dinheiro nas scaleups portuguesas. No ano passado, foram US$ 163 milhões investidos, cerca de US$ 42 milhões a mais do que os empresários portugueses. Desse todo, muitas empresas trabalham em prol do crescimento tecnológico de diversos sectores.

A Outsystem, liderada pelo lusitano Paulo Rosado, é um exemplo de como as empresas portuguesas estão a conseguir se destacar no cenário internacional. Companhia que desenvolve uma tecnologia low-code, só no ano passado eles conseguiram levantar US$ 60 milhões.

No geral, além das scaleups e startups, vários sectores da tecnologia também estão a crescer. No ano passado, muito progresso foi feito no aumento da banda larga fixa e móvel, além do crescimento das empresas em tecnologias de rede sociais e faturas eletrônicas.

Outros sectores, por exemplo o casino, ilustram a ascensão tecnológica no país. Com 11 actualmente a funcionar em Portugal, são estabelecimentos que precisam de reparos e manutenção constante das máquinas. Isso inclui as slot machines, que se desenvolveram com o passar das décadas, e melhoram com novas tecnologias.

São muitas evidências a mostrar que a tecnologia portuguesa está no caminho certo para se desenvolver. Com investimento externo e crescimento em vários sectores dentro do país, é possível ficar optimista com o futuro do sector tecnológico.

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