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Penafiel: Pais de bebé com doença rara apelam à doação de medula

Penafiel: Pais de bebé com doença rara apelam à doação de medula

 

Aquilo que se pensava ser uma virose, tornou-se num pesadelo para um casal de Penafiel, quando foi diagnosticado ao pequeno André, de três meses, uma doença rara: Síndrome Hemofogocitico. Atualmente encontra-se internado no Hospital de S. João, no Porto, a ser sujeito a tratamentos de quimioterapia.

Apesar do diagnóstico já ser conhecido, ainda falta receber resultados de exames para saber o tipo de tratamento a ser efetuado. Ainda assim, e porque uma das soluções poderá ser a doação de medula óssea, os pais de André iniciaram nas redes sociais um apelo, não só para o filho, mas para todas as pessoas que possam necessitar. “O objetivo é incentivar as pessoas a ser dadoras”, disse o pai Filipe Rocha ao Jornal A VERDADE. “Isto serve também para se alguém futuramente passar pelo mesmo, ao menos consiga ter acesso a informação”, acrescentou.

Andre-Sindrome-Hemofogocitico

Na página de Facebook os pais apelam à doação de medula óssea, o que pode ser efetuado no Hospital de São João, de segunda a sexta até as 16h e no Instituto Português do Sangue do Porto, de segunda a sábado até às 19h.

Existem ainda outros locais onde estão a ser realizadas recolhas.

recolha-sangue

Locais onde será efetuada a recolha de medula.

Tudo começou com uma pequena febre, há exatamente um mês, que os pais pensaram ser reação a alguma vacina. Já de férias no Algarve a febre foi-se agravando. Filipe e Sandra levaram o bebé para uma clínica e, por já se encontrar com 40º, foi encaminhado para o Hospital de Faro. “Ninguém sabia. O André foi tratado como se fosse uma virose”, explicou. “Ao quinto dia começou a inchar-lhe o corpo”, recordou. Foram então transferidos de helicóptero para o Hospital de São João, no Porto, onde ainda se mantêm.

Foi aí que chegou o diagnóstico: Síndrome Hemofogocitico. Andrézinho, como é carinhosamente tratado, ficou internado na Unidade de Cuidados Intensivos. Dois dias depois estava a realizar quimioterapia. “Desde que começou a fazer a quimioterapia e foi batizado começou a melhorar”, salientou. “E já desinchou. Ele já está a criança que era antes”, transmitiu.

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“Ainda não sabemos o que despertou a doença. Pode ser uma virose, um fungo, um tumor, pode ser genético”, explicou. “Como não sabiam, começaram a fazer a quimioterapia mais abrasiva”, mencionou. Enquanto a causa não for conhecida, a incerteza vai continuar. “Ainda não sabemos se é genético. Só dá para fazer transplante de medula se for genético”, referiu.

“É um dia de cada vez”, desabafou.

A doença afeta os órgãos principais, no caso do André, principalmente o fígado e o baço. “Os líquidos começaram a espalhar-se pelo corpo. Ele pesava 5,900g e veio para o S. João a pesar 7,300g”, notou.

Filipe Rocha contou ainda que, em conjunto com a esposa Sandra Nunes, têm tentado “estar sempre tranquilos, tanto como casal, como para com o nosso outro filho”. Os dois são pais de Rodrigo, de oito anos, que já fez testes à medula e já se sabe não ser compatível.

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André com o irmão Rodrigo

O pai de Andrézinho aproveitou ainda para agradecer a todos os profissionais que os acompanharam no Hospital de Faro e agora no Hospital de São João. “São incansáveis. Não podemos estar melhor acompanhados”, elogiou, referindo-se também aos amigos.

7 comentários
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7 Comentários

  • Sandra Duarte
    14 Agosto, 2017, 22:30

    Muita força pais,pois espero do fundo do coração q encontrem um dador ,pois com muita pena minha não posso ser ,pois tenho problemas de tiroide

    REPLY
  • carlota Amaral
    15 Agosto, 2017, 13:10

    Apelo ao Hospital de ponta delgada que ajude a ajudar, eu tou desponivel para fazer o teste para ver se sou compativel. Açores

    REPLY
  • Nuno Ferreira
    15 Agosto, 2017, 17:17

    poderia me informar o RH da criança que eu estou a fazer os possiveis para divulgar a situaçao

    REPLY
  • Silvia costa
    16 Agosto, 2017, 1:02

    Sou dadora de medula óssea n;102311 com registo histocompatibilidade
    do sul

    REPLY
  • José Pinto Nogueira
    16 Agosto, 2017, 11:10

    Que tudo corra pelo melhor. O Andrezinho é um guerreiro e vai vencer. Com toda a certeza vão aparecer pessoas compatíveis para o ajudar a ultrapassar esta situação. Um beijinho do tamanho do mundo para ele e uma palavra de conforto e incentivo aos pais.

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