Hospital de Penafiel vai poupar 320 mil euros anuais

Hospital de Penafiel vai poupar 320 mil euros anuais

 

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) viu ser aprovada uma candidatura de cerca de cinco milhões de euros que vai “revolucionar” a eficiência energética no Hospital Padre Américo, em Penafiel.

O processo vai ter início ainda este ano e terá de ser concluído até 2020. As obras irão incluir o aumento da eficiência energética, aumento do conforto, a segurança e a melhoria dos cuidados de saúde.

“Das principais intervenções a realizar é de destacar a instalação de um sistema solar para produção de energia elétrica, através de um sistema solar fotovoltaico para autoconsumo, constituído por 1.800 módulos. Com este sistema estima-se que o Hospital vai produzir cerca de 25% da energia que consome anualmente, ficado a ser um dos maiores parques de produção energia elétrica, do norte de Portugal, através de painéis fotovoltaicos”, refere comunicado do CHTS. Será ainda realizado uma intervenção ao nível de isolamento térmico nas fachadas verticais numa área de 17.000 m2 e a inclusão de vãos envidraçados que permitirá a redução das perdas térmicas.

“A instalação e uma caldeira industrial de biomassa alimentada a pellets, vai permitir a recuperação de calor à saída da exaustão dos fumos, reduzindo a temperatura de gases de combustão, reaproveitando grande parte do calor produzido”, acrescenta.

Prevê-se que o Hospital vá consumir por ano 1200 toneladas de Pellets, o que irá “aumentar o consumo nacional deste desperdício das florestas portuguesas”.

Serão ainda substituídos os dois equipamentos de produção de água fria, por outras duas unidades de alta eficiência, para a unidade de psiquiatria, introdução de grandes unidades de ventilação com maiores rendimentos e a consequente melhoria na climatização, “proporcionando mais conforto aos utentes, bem como a provável alteração das iluminarias exteriores para led´s (cerca de 200), são algumas das outras medidas a implementar”.

No geral, prevê-se uma poupança anual superior a 320 mil euros e uma redução superior a 38% de emissão de CO2 para a atmosfera, “ou seja acabar com mais de 2030 toneladas de CO2/ano, contribuindo para uma forte redução da pegada ecológica”.

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