Vinhos S. Caetano partem à conquista de novos mercados

Vinhos S. Caetano partem à conquista de novos mercados

É S. Caetano, o santo padroeiro da Quinta da Torre, que dá nome ao vinho resultante dos sete hectares de vinha localizados na freguesia de Banho e Carvalhosa, em Marco de Canaveses.

A marca começou a ser engarrafada em 2006 mas a quinta é fruto de um trabalho desenvolvido desde 1995. Foi nesse ano que o proprietário, José Manuel Mendes, a comprou em estado de abandono e começou a transformá-la naquilo que é hoje. As primeiras vindimas decorreram no ano 2000.

“Vendíamos as uvas para as adegas, principalmente para a Aveleda. Depois começamos a vinificar aos poucos e atualmente vinificamos as uvas todas”, recordou André Amaral, responsável pela Quinta da Torre.

Nos sete hectares de vinha, cinco são dedicados a castas brancas: arinto, alvarinho, loureiro e azal. Os outros dois acolhem as castas tintas: espadeiro e vinhão.

A aposta nas castas brancas é clara e justifica-se pela procura do consumidor. Procura esta que já levou a uma reconversão da vinha.

“Cortamos algumas videiras tintas para pôr brancas porque infelizmente o vinho verde tinto não está a vender, é mais local. Além disso, estamos a apostar na exportação e não é fácil exportar verde tinto”, explicou.

De produção própria, o Vinho S. Caetano tem num horizonte próximo a sua expansão, quer em termos de vinha como de mercado, conforme revelou André Amaral. Em vista estão mais quatro hectares de vinha só de castas brancas, onde será incluída a casta avesso, na zona de Outeiro.

A exportação é o principal foco. “Neste momento os nossos vinhos vão para a Suíça, Alemanha, Bélgica e ainda este ano vai para a Colômbia. Vamos procurando novos mercados”, afirmou.

A nível nacional, a saída é maioritariamente para a restauração local mas o Vinho S. Caetano também pode ser encontrado à venda em duas lojas no Porto, em Lisboa e em Braga.

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Vinhos premiados em concursos nacionais e internacionais

Segundo o responsável, o vinho vai sendo cada vez mais conhecido e, consequentemente, procurado. Para isso têm também contribuído as medalhas e distinções que vem obtendo em concursos não só nacionais como estrangeiros.

“Temos vários vinhos premiados. Além de medalhas de prata e bronze, em 2014 tivemos medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas, com o espadeiro; em 2015 tivemos o prémio Verde Ouro na Comissão dos Vinhos Verdes, com o arinto; e este ano tivemos medalha de ouro no Concurso Internacional de Lyon, também com o arinto. É gratificante saber que os vinhos são reconhecidos, apreciados a nível mundial e que estão entre os melhores”, reconheceu.

Para André Amaral, a qualidade do vinho começa nas videiras. “Tudo tem o seu peso no produto final mas, na minha opinião, o mais importante é o trabalho que se faz na videira, porque uma uva saudável, com uma boa maturação, vai dar um vinho muito superior do que se a uva não tiver uma sanidade boa. A nível de adega faz-se muito trabalho mas se tivermos umas uvas boas é lógico que vamos ter um vinho melhor”, defendeu o responsável da Quinta da Torre.

Quanto a este ano, “acho que vai ser um ano muito bom a nível de vinho”, transmitiu.

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Duplicar a produção é objetivo a curto prazo

Atualmente a produção de S. Caetano corresponde a cerca de 50 mil garrafas, um número que André Amaral deseja ver duplicado no prazo de dois anos.

“Como estamos a fazer investimento na vinha nova, se ela for plantada este ano só vai produzir daqui a dois anos, por isso em 2018 queria ver se conseguia as 100 mil garrafas”, admitiu acrescentando que, para isso, são necessários também investimentos a nível da adega.

Já a visão a dez anos é “ter de fazer uma adega nova. Era sinal que a atual já não chega mas vamos andando e vamos vendo, sempre com os pés bem assentes na terra, porque nunca se deve dar um passo maior que a perna. As coisas têm de ser sustentáveis. O negócio é familiar e o objetivo é que passe de geração em geração”, salientou o responsável.

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