Rali de Portugal 2017: Amarante mantém-se e saem as classificativas de Baião

Rali de Portugal 2017: Amarante mantém-se e saem as classificativas de Baião

O Automóvel Club de Portugal, em colaboração com o Turismo do Porto e Norte de Portugal e o apoio de 13 câmaras municipais, apresentaram a proposta de traçado do Rali de Portugal para 2017, previsto para decorrer de 18 a 21 de maio.

O projeto apresentado na quarta-feira, 12 de outubro, às marcas mantém a sua estrutura, com a base na Exponor, em Matosinhos, mas apresenta um conjunto de novidades. A ratificação desta proposta terá lugar em dezembro na Assembleia Geral da FIA.

Guimarães e Lousada repetem primeiro dia. Guimarães dará mais uma vez o tiro de partida, com o castelo como pano de fundo. Lousada volta a receber a única Super Especial do Rali, representando a primeira oportunidade para os espectadores poderem ver em competição os novos WRC 2017. Tal como nos anos anteriores, o programa da Super Especial inclui a já tradicional prova reservada a clássicos desportivos. Mas antes, durante a manhã, terá lugar em Baltar, Paredes, o Shakedown, numa extensão de 4,6 km, com as últimas centenas de metros a realizarem-se numa zona de grande espetacularidade, dentro das instalações do Kartódromo.

Minho reforçado. Dia 19 de maio, o primeiro verdadeiro dia de competição do rali, apresenta-se com uma etapa totalmente revista na qual apenas a designação das classificativas do Alto Minho permanece inalterada. Viana do Castelo passa a ser o primeiro troço da etapa, surgindo numa nova versão, com a extensão aumentada de 18,7 km para 26,7 km, aproveitando o essencial da variante anterior e acrescentando três novos setores com uma extensão global de 10,9 km. O acesso ao novo início do troço é feito através da subida de Santa Luzia, enquanto o final estará instalado pouco antes da povoação de Afife.

A classificativa de Caminha, com uma extensão de 18,1 km, passa a ser disputada em sentido contrário àquele que foi utilizado nas duas últimas edições do rali – com o início perto da povoação de Senande, junto ao acesso à capela de Santo Antão, e final imediatamente antes da ponte de Saim, nas proximidades de Orbacém. Do mesmo modo, é invertido o sentido do troço de Ponte de Lima (27,5 km), passando a partida a fazer-se próximo da Montaria e o final à entrada da EN201, próximo de Ponte de Lima.

Com a dupla passagem por estas três classificativas, a etapa de sexta-feira propõe 144,5 km de troços, o que representa mais cerca de 16 km em relação às edições anteriores. A juntar a isto, Braga apresenta-se também como novidade. Disputada no centro histórico da cidade, a especial será composta por uma extensão aproximada de 1,9 km, disputados em dupla passagem num formato «Street Stage», semelhante ao utilizado no Porto Street Stage de 2016. O “Braga Street Stage” será disputado ao final da tarde do dia 19, decorrendo os reconhecimentos a meio do dia com utilização dos veículos de competição. O intervalo entre os reconhecimentos e a prova será preenchido com várias animações, entre as quais uma competição destinada a veículos clássicos desportivos.

Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Amarante. Vieira do Minho (22,4 km) passa a abrir a etapa de sábado, dia 20, também ela profundamente remodelada: com início na Senhora da Fé e final em Agra, apresenta duas novidades, tendo sido redesenhado o percurso junto à primeira zona espetáculo, no alto da Senhora da Fé, e introduzido um salto imediatamente antes da zona espetáculo do Campo de Tiro.

Concluída a primeira classificativa do dia, a etapa continua na Serra da Cabreira com a disputa de um novo troço, Cabeceiras de Basto (22,3 km). Esta nova classificativa alterna zonas muito rápidas com outras mais técnicas, com partida na zona da Veiga e, após uma zona inicial de 3,5 km que não integrava o Rally desde 2001, utilizará durante 7,5 km uma estrada que fez parte da especial de Vieira do Minho em 2015. A segunda metade do troço é totalmente inédita, terminando a classificativa perto da povoação de Busteliberne.

A etapa termina com o tradicional troço de Amarante que, com os seus 37,5 km, continua a ser a classificativa mais longa do Rally. À elevada extensão da classificativa junta-se a variedade de pisos e de tipos de estrada utilizados, constituindo este troço, no seu conjunto, um dos maiores desafios da prova. As duas passagens pelas três classificativas desta etapa representam 164,6 km competitivos, uma distância em linha com o verificado nas duas últimas edições.

No próximo ano, o rali não contará com as “especiais” do Marão e da Aboboreira, disputadas nos últimos dois anos, no concelho de Baião.

Fafe encerra Rali. A etapa de domingo, dia 21, apresenta-se também como novidade, surgindo como uma homenagem do rali a Fafe, palco de todos os troços da derradeira etapa. Além da já tradicional dupla passagem pela classificativa de Fafe/Lameirinha (11,2 km), a última das quais disputada sob o regime de “Power Stage”, são introduzidos dois troços que não integraram o itinerário das últimas edições do rali: Luílhas, numa versão com 11,9 km de extensão, e Montim (8,7 km), sendo este último disputado em sentido contrário ao habitual, com início junto à povoação e final à entrada de Foucinha. As quatro especiais da derradeira etapa – duas passagens por Fafe/Lameirinha e uma única por Luílhas e Montim – têm uma extensão total de quase 43 km, sendo a “Power Stage” antecedida por um reagrupamento no centro de Fafe.

1 comentário
Vitor Almeida
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1 Comentário

  • carlos magalhães
    18 Outubro, 2016, 13:57

    Alguém sabe o motivo desta decisão?

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