Visite Comigo – Conheça Marco de Canaveses

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Quando falamos sobre o Douro Verde, podemos começar por falar em Marco de Canaveses, uma cidade privilegiada pela presença marcante de dois importantes rios na Península Ibérica, o Douro e o Tâmega, ambos nascidos em Espanha.

As águas abundantes favorecem o cultivo de quem trabalha duro na agricultura e na produção de excelentes vinhos verdes. Podemos até chamá-la de ponto de partida para esta região do Douro Verde, por ter uma diversidade natural, cultural e histórica.

São diferentes os caminhos para entrar em Marco de Canaveses, mas o caminho da Ponte de Sobretâmega é o preferido de quem por aqui passa. Acredito que as pessoas são atraídas pela paisagem marcante do rio Tâmega. Existem sinalizações que para muitos não dizem nada, mas para outros quer dizer ‘de volta a casa’. Essa é a sensação de muitos emigrantes que deixaram as suas terras, em lágrimas, em busca de novas oportunidades.

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Ponte de Canaveses

Nas férias do verão, quem visita o Marco de Canaveses tem a possibilidade de aproveitar, durante a época balnear, a Praia Fluvial de Bitetos, em Alpendorada, na freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão, no rio Douro.

Por estas terras o rio Tâmega destaca-se mais para a prática de pesca e outros desportos aquáticos, do que para praia fluvial, mas em alguns pontos é possível também dar bons mergulhos. Existem também outras praias fluviais de afluentes dos rios Douro e Tâmega, que estão desaconselhadas para banho, como a da Pontinha no rio Ovelha.

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Praia Fluvial de Bitetos

Esta terra também abre caminhos para atividades ao ar livre como as caminhadas por percursos naturais, andar de bicicleta por trilhos e descobrir o melhor das serras da Aboboreira e Montedeiras, entre outros destinos. Se é um caminhante solitário fica a saber que existem muitos grupos organizados, que se reúnem para desfrutar de momentos descontraídos durante as caminhadas. São excelentes oportunidades para fazer novas amizades. A minha sugestão é os grupos organizados pela Associação de Amigos do Rio Ovelha (AARO) e pelos ‘Pés Ligeiros Caminhantes’.

Claro que também não posso deixar de mencionar um ícone muito importante nesta maravilhosa cidade: o miradouro da Senhora do Castelinho. É um lugar especial e eleito pelos marcoenses, um espaço dedicado aos emigrantes que partiram para outras terras, mas sempre que podem retornam para a terra tão amada. Nas férias de verão é um ponto de encontro com festa. Este miradouro está localizado em Avessadas e Rosém. Quem visita este espaço, além de ter uma vista panorâmica de parte da cidade do Marco de Canaveses, poderá também passar bons momentos de descontração em família, no parque de merendas.

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Miradouro Nossa Senhora do Castelinho

Outro destaque na cidade marcoense é a forte presença do património arqueológico milenar de Tongobriga, do património arquitetónico com a mistura da antiguidade, com o contemporâneo, como as Obras de Fidalgo, em Vila Boa de Quires e Maureles e a Igreja de Santa Maria, do arquiteto Siza Vieira, em Fornos, na freguesia do Marco. Pode saber mais sobre a igreja de Santa Maria aqui.

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Igreja de Santa Maria

Pode completar também a sua visita a Marco de Canaveses passando pelo Museu Carmen Miranda, Museu da Pedra e o Museu do Linho. Hoje vou destacar o Museu Carmen Miranda. Maria do Carmo, nascida em Marco de Canaveses, entrou na história como Carmen Miranda. Passou por diversos países, como o Brasil, onde inventou um ícone tão forte, que se confunde com a própria identidade deste país. O Museu Carmen Miranda, localizado no centro da cidade, retrata a vida da pequena, mas notável mulher marcoense. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o museu, não perca mais tempo, acredito que vai surpreender-se.

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Museu Carmen Miranda

O Museu da Pedra, em Alpendorada, revela: “A relação do Homem com a pedra é tão antiga como a existência do próprio homem, dela nos falam os vestígios  já descobertos e os que vão se descobrindo”.  Reserve algum tempo e visite este museu e vai ver como a pedra está presente nas nossas vidas nos dias de hoje, sendo que há mais de dois milhões de anos a pedra começou a ser lascada, para se transformar no mais longo instrumento da vida humana.

As tradições culturais mantêm bem viva a memória no cultivo e no preparo de uma excelente gastronomia e doces regionais, que somados aos vinhos verdes tornam-se um grande atrativo turístico, bem como as casas de turismo rural e de habitação, que, no conjunto, proporcionam uma experiência incrível no contacto direto com a tradição e a natureza.

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Museu da Pedra

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1 comentário
Flávia de Paula
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1 Comentário

  • Marilia Tex Barbsa
    4 Outubro, 2016, 12:43

    Adoraria conhecer a terra de minha avó, principalmente o museu de Carmen Miranda, prima da minha avó.

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