Visite Comigo – Caminhos de Jacinto e de Tongobriga

São vários os motivos que o levam a aceitar um convite para desfrutar o melhor que a natureza tem para oferecer e ter a oportunidade de vivenciar a riqueza paisagística, aproveitando ao máximo os caminhos pelas montanhas e serras.

Hoje vou falar de dois caminhos em especial, os Caminhos de Jacinto (em Baião) e os Caminhos de Tongobriga (em Marco de Canaveses). Vou partilhar convosco a grande importância desses caminhos, na região do Douro Verde, para que se possam perder na história, com roteiros que vão muito além da apreciação autêntica da natureza, de tempos mais lentos e de experiências genuínas.

Caminhos de Jacinto. Se estiver em Baião e for um apreciador das obras do famoso escritor Eça de Queiroz, nomeadamente “A Cidade e as Serras”, vai perceber melhor os Caminhos de Jacinto. É um caminho com 3 km, que faz ligação entre a estação de Aregos e a Fundação Eça de Queiroz, sendo a recriação do percurso percorrido por Jacinto até Tormes. Tem atraído muitas pessoas anualmente que conciliam a caminhada com a visita à Fundação para conhecer melhor a vida do emblemático escritor.

Diz o escritor Eça de Queirós: “Os vales fofos de verdura, os bosques quase sacros, os pomares cheirosos em flor, a frescura das águas cantantes, as ermidinhas branqueando nos altos, as rochas musgosas, o ar da uma doçura de paraíso, toda a majestade e toda a lindeza. Deixando resvalar o olhar observe os vales poderosamente cavados(…) os bandos de arvoredos, tão copados e redondos de um verde tão moço e sinta, por todo o lado, o esvoaçar leve dos pássaros.”

O Caminho de Jacinto inicia em à frente estação de Aregos. Vai ver uma placa a dizer “Bem Vindo a Santa Cruz do Douro”. Chegando ao fundo do caminho, atravesse a linha com cautela e siga o trilho. Aproveite ao máximo a paisagem e combine essa caminhada com a visita à Fundação Eça de Queirós.

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Vista da Fundação Eça de Queirós

Caminhos de Tongobriga. Os caminhos de Tongobriga, na extinta freguesia do Freixo, em Marco de Canaveses, têm um percurso de 7 km e também têm atraído muitos visitantes, pela fácil acessibilidade do PR6, além de todo o interesse arqueológico.

Durante o percurso é possível desfrutar do melhor da natureza, nesta região do Vale Verde, bem como fazer uma viagem de volta ao passado, com o contacto com os métodos tradicionais, como a visita ao moinho de água (método de aproveitamento da água para produção de energia e, com a movimentação da água, também era possível moer grãos, drenar terras, além de gerar energia).

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Moinho de Água

O Ribeiro de Covas é também uma grande atração, devido à queda de água pura entre pedras. É também possível aproveitar para nos refrescarmos nos dias quentes de verão.

Nesta visita, também pode visitar a Aldeia das Fontes e a Aldeia do Freixo, bem como aproveitar a oportunidade para fazer uma visita à estação arqueológica, com grande importância nesta região do Norte de Portugal. Fazem parte da classificação das Aldeias de Portugal.

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Ribeiro de Covas

Os vestígios arqueológicos com mais de dois mil anos são classificados como monumento nacional. As escavações tiveram início em 1980 e através delas foram possíveis descobrir grandes vestígios, no interior das muralhas, como as antigas habitações em pedras, as termas, as piscinas, saunas e balneários. Já no exterior das muralhas é possível ver a necrópole. Este núcleo tem sofrido grandes obras de recuperação e restauro, mas mantém as características originais dos tempos românicos, com forte presença do património religioso, a população local e as casas de granito.

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Flávia de Paula
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