DECO recebeu mais contactos de consumidores no ano 2015

DECO recebeu mais contactos de consumidores no ano 2015

No total, quase 700 mil consumidores contactaram a DECO em 2015, mais 24% do que no ano anterior, divulgou a Defesa do Consumidor.

Mais de 100 mil portugueses solicitaram o apoio da DECO no processo de devolução das cauções dos serviços de energia e água, o que para a entidade, é representativo do interesse dos consumidores e da necessidade de alargar o prazo estipulado para essa devolução.

“A ação da DECO permitiu que os portugueses tivessem até ao final de julho de 2016 para exercer este direito”, sublinhou em nota enviada à imprensa, acrescentando que o processo de mudança de comercializador de energia “não é transparente”.

“Milhares de portugueses enfrentam diversos obstáculos numa alteração que deveria ser simples: dupla faturação, falta de informação, tempo excessivo para a efetivação da mudança, práticas comerciais desleais. Os problemas são tantos e tão diversos que exigem a nossa intervenção em larga escala”, salienta a DECO.

Também nas telecomunicações os consumidores continuaram a debater-se com períodos de fidelização e refidelização nos serviços.

“A DECO continua a defender uma alteração à lei das comunicações eletrónicas, de modo a garantir o reforço dos deveres de informação, a clarificação dos fundamentos da existência destes períodos, bem como uma limitação das penalizações exigidas”, refere no mesmo documento.

Ainda em análise estiveram as vendas porta-a-porta e pela internet, as quais continuaram a motivar “milhares de reclamações”.

“É neste tipo de comércio que se verifica o maior número de práticas comerciais desleais. A DECO reivindica uma maior e mais eficaz fiscalização destas práticas, acompanhada de sanções verdadeiramente dissuasoras, criando-se assim um mercado mais transparente e competitivo”, afirma a Defesa do Consumidor.

Durante o passado mês de fevereiro, a DECO estudou o nível de confiança dos portugueses face aos principais setores da sociedade de consumo, qual o seu conhecimento relativamente aos seus direitos e procedimentos para reclamar. Agora, revelou os resultados.

Em 515 consumidores, de Norte a Sul do País, com idades compreendidas entre os 17 e os 91 anos de idade, “85% dos inquiridos tem nenhuma ou pouca confiança no setor das telecomunicações e 70% tem pouca confiança no setor da energia e água.

Relativamente à banca e aos seguros, 76% destes consumidores confiam pouco nestes setores, agravando-se esta percentagem quando nos referimos ao crédito ao consumo e à compra de habitação – 86% e 77%, respetivamente”.

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