Castelo de Paiva: Otelo Saraiva de Carvalho visita concelho na próxima semana

Castelo de Paiva: Otelo Saraiva de Carvalho visita concelho na próxima semana

A convite da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, o coronel Otelo Saraiva de Carvalho vai estar de visita ao município paivense na tarde do próximo dia 18 de janeiro, numa iniciativa que é aguardada com grande expectativa.

Trata-se de cumprir uma promessa de um ex-militar paivense que serviu Portugal na guerra colonial, ao lado de Otelo Saraiva de Carvalho, na perspetiva de vir conhecer este concelho do extremo norte do distrito de Aveiro e, simultaneamente, conhecer o trabalho da ACUP e a sua missão nacional ao nível do apoio aos ex-combatentes do Ultramar Português. 
Recorde-se que, há uns anos atrás, no âmbito da Semana da História sobre o ex-Ultramar Português, estiveram em Castelo de Paiva como palestrantes, o General Ramalho Eanes, Vasco Lourenço e o historiador José Hermano Saraiva.
Da passagem de Otelo Saraiva de Carvalho por terras de Paiva, está prevista uma receção no Salão Nobre dos Paços do Concelho, às 15h30, seguindo-se depois, uma visita ao Monumento dos Combatentes do Ultramar, com deposição de uma coroa de flores e a presença nas instalações da sede da ACUP – Associação de Combatentes do Ultramar Português.
Considerado o grande estratega do 25 de abril de 1974, corajoso e determinado, Otelo Saraiva de Carvalho ajudou a pôr fim ao regime marcelista. Foi responsável pelo setor operacional da comissão coordenadora do MFA, que dirigiu nesse dia as operações militares. O golpe que intentou em 25 de novembro de 1975 afastou-o de posições de poder mas, recuperada a imagem, candidatou-se à Presidência da República por duas vezes. Foi preso no caso das FP-25, mas acabou amnistiado em 1996. 
Nascido em Lourenço Marques, Moçambique, em 31 de agosto de 1936, Otelo Saraiva de Carvalho é conhecido como o chefe operacional do golpe de Estado de 25 de abril de 1974. Foi determinante para o fim da ditadura, no posto de comando clandestino instalado no Quartel da Pontinha. O sonho materializava-se. Nunca será esquecido devido à sua coragem e astúcia. 
Otelo esteve em Angola de 1961 a 1963 e na Guiné de 1970 a 1973. Na fase final da guerra, foi um dos principais impulsionadores do movimento de contestação ao Decreto-Lei n.º 353/73, que dava a possibilidade aos milicianos do quadro especial de oficiais de ultrapassarem os capitães do quadro permanente nas suas promoções. Isto deu início ao movimento dos capitães e ao movimento das forças armadas (MFA). Foi precisamente como responsável pelo setor operacional da comissão coordenadora do MFA que dirigiu os acontecimentos do 25 de abril. O desejo de liberdade e o descontentamento em relação à política seguida pelo governo na guerra colonial foram as motivações de Otelo Saraiva de Carvalho.

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