Paredes: Leva cinco anos por regar grávida com ácido

Paredes: Leva cinco anos por regar grávida com ácido

Regou com ácido uma grávida de 25 meses, em Paredes, e acabou por também ser atingido pelo líquido corrosivo. Foi logo interceptada por populares e detida pela GNR, em Março de 2010. Foi condenada pelo tribunal a cinco anos de pena suspensa.    

O colectivo de juízes não teve dúvidas em dar como provado que foi Maria Pacheco, 41 anos, quem atirou ácido sulfúrico à Conceição Silva, em Castelões de Cepeda, Paredes. A vítima tinha na altura 24 anos e estava grávida de 25 semanas. O julgamento não permitiu esclarecer um dado importante: qual era o motivo do crime, mas serviu para estabelecer como as coisas aconteceram.

 

A grávida estava a caminhar pela rua quando lhe apareceu a arguida, que tinha uma lata na mão e um capuz a tapar-lhe o rosto.

 

Maria, que nunca chegou a falar, atirou o ácido na barriga da grávida. O ácido sulfúrico começou a roer a roupa da vítima e começou a queimar a própria pele. Tudo indica que o vento que se fazia sentir naquele dia também fez com que a arguida ficasse também com queimaduras na cara e pescoço.  

Após ter regado novamente a vítima, Maria fugiu para uma rua próxima, onde alguns moradores, que pensaram que a fugitiva tinha acabado de realizar um assalto, conseguiram imobilizá-la e entregá-la as autoridades. Tinha na sua posse um frasco com as inscrições de ácido bórico e ainda uma pistola de plástico. Essas provas materiais foram consideradas determinantes pelo tribunal para formar a convicção da culpabilidade da arguida.

 

Também as declarações da vítima, consideradas coerentes e sinceras, ajudaram o colectivo a condenar Maria. “O tribunal ficou absolutamente convencido que foi a arguida quem agrediu a vítima. Tentou ocultar a identidade com o capuz e fugiu. A arguida premeditou o acto. Teve de arranjar ácido e a arma”, disse a juíza presidente do colectivo.

 

Já a versão da arguida, que alegou ter sido vítima dos ocupantes de um carro de onde lhe atiraram ácido, foi desvalorizada pelo tribunal. “Foram declarações pouco convincente. Não se percebe que a arguida tenha fugido daquele sítio se tinha sido vítima”, explicou o tribunal, que suspendeu a pena de prisão para dar uma oportunidade a Maria, que não tinham antecedentes.

Autor: Alexandre Panda

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