Claustros da Câmara de Amarante acolhem mais uma edição do festival T’Amaranto

Claustros da Câmara de Amarante acolhem mais uma edição do festival T’Amaranto

Julho é mês de teatro em Amarante. Entre 25 e 31 de Julho, terá lugar, nos claustros do edifício dos Paços do Concelho, mais uma edição do T’amaranto Festival de Teatro de Amarante, que conta com a participação de cinco companhias.

O festival abre com o T’amaranto, que vai apresentar ” As Mulheres de Atenas”, uma peça sobre mulheres escrita por um homem, Augusto Boal. Cansadas da solidão e das mortes provocadas pela guerra contra Esparta, as mulheres atenienses decidem pôr um ponto final nessa situação. De uma forma bem feminina e divertida, munem-se das suas melhores armas, fazendo uma autêntica “guerra contra a guerra”.

No segundo dia (26) de festival será a vez da companhia Fundo de Cena encenar a peça “Aqui há Fantasmas”, uma divertida comédia que, recentemente, passou pelo Teatro Sá da Bandeira no Porto. Foi escrita por Henrique Santana e retrata uma família que pretende vender um palacete de que é proprietária, mas vê-se confrontada com boatos de que a casa está assombrada. Chixas, enredado no meio destas histórias e boatos, é contratado pelo Professor Hermes, que o convence a passar uma noite no palácio, para testar uma experiência científica do maior impacto para a Humanidade, que resulta numa noite de gargalhadas.

A terceira representação (a 28) será “Vincent Van e Gogh” da Peripécia Teatro, um espectáculo que oscila entre o drama e a comédia, e com uma narrativa cénica que transporta o espectador para atmosferas de delírio, de inquietude e de desconcerto. É também uma humilde homenagem ao pintor holandês que se tornou no paradigma do “artista maldito” que não vê a sua obra reconhecida. Van Gogh acabou sozinho, doente e, dizem alguns que louco, até se suicidar, aos 37 anos, em Auvers-sur-Oise em França.

Antes de deixar os Claustros da Câmara de Amarante e passar para o Largo de São Gonçalo, o público pode ver (a 30 de Julho) a peça “Saloon yé-yé-O Paraíso à espera” do Teatro Montemuro. Esta peça passa-se num lugar inóspito, no meio do nada, uma empresa que não é fantasma – um Saloon! – tenta propserar com a sua actividade de serviço público, mas o ambiente não está de feição e o saloon conhece sucessivos donos que, disputando o poder à boa maneira do oeste selvagem, tentam impor a sua lei, mas nunca por muito tempo: incorrigíveis corruptos, cedo têm o destino que sabem que merecem.

O último dia de festival (31) tem lugar no Largo de São Gonçalo com a peça “ Apagão – o fascínio da luz negra” da companhia Artelier? Teatro de Rua. É um espectáculo de luz negra e teatro visual em cenário natural, onde a interpretação de paisagens e arquitecturas e a sua transformação efémera em fenómenos festivos de participação popular nos transporta para outra dimensão.

Um percurso fascinante, numa performance de exploração das potencialidades técnicas da luz negra, do som e da imagem aliada à força da pirotecnia, realizando um espectáculo cuja poesia visual e plástica nos transporta numa viagem inesquecível ao universo metafórico das artes de rua.

A Verdade
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