Autárquicas/Paços de Ferreira: Presidente da Câmara nega ruptura financeira da autarquia

O presidente da
Câmara de Paços de Ferreira, Pedro Pinto (PSD), negou segunda-feira à
noite que a autarquia se encontre numa situação de ruptura financeira.
 “Não pagamos no dia seguinte mas não estamos em ruptura financeira”, enfatizou na sessão de apresentação da sua recandidatura. O
autarca social-democrata e recandidato à edilidade pacense atribuiu as
dificuldades financeiras ao volume de obra em curso no Concelho
realizado com fundos comunitários.
 “Nunca
esta Câmara estará com uma larga saúde financeira, porque isto seria o
mesmo do que deitar pela janela fora as oportunidades dos fundos
comunitários”, frisou Pedro Pinto.
 O
autarca do PSD, que se candidata em Outubro a um segundo mandato,
respondia assim implicitamente a críticas dos seus adversários quanto
às dificuldades financeiras da autarquia pacense.
 Pedro
Pinto acrescentou que o Concelho de Paços de Ferreira, por ter uma área
geográfica pequena, foi prejudicado durante vários anos ao nível das
transferências financeiras do Estado.
 O
autarca deu o exemplo de um concelho com uma população semelhante mas
com uma área superior que recebeu este ano mais quatro milhões de euros
do que Paços de Ferreira.
 “Somos,
por isso, um concelho que tem de recorrer muito aos fundos comunitários
para fazer obra”, insistiu, lembrando que só de 2004 a 2007 a autarquia
da “Capital do Móvel” assegurou cerca de 16,5 milhões de euros em
fundos comunitários.
 Paços
de Ferreira é um concelho governado pelo PSD desde 1976. Os
sociais-democratas têm maioria absoluta no executivo e na assembleia
municipal e governam 14 das 16 freguesias do Concelho.
 Falando
para centenas de apoiantes, Pedro Pinto lembrou a obra realizada neste
mandato, concluindo que “não haverá ninguém que ouse cair no ridículo e
dizer que o Concelho está parado”.
 “Temos trabalho feito e com orgulho podemos dizer que honrámos o compromisso”, observou. Para
o autarca social-democrata, Paços de Ferreira é hoje “um concelho mais
moderno, competitivo e preparado para um mundo globalizado”.
 “Andámos
quatro anos a investir fortemente em políticas sociais centradas nos
eixos prioritários da educação e emprego”, afirmou, vincando os 35
milhões de euros gastos naquilo a que chamou “revolução na educação”.
 O
edil apontou como exemplo os 16 novos centros escolares a construir até
ao próximo ano e a nova escola secundária em Freamunde.
 O
autarca falou também dos cinco milhões de euros investidos em apoio
social directo aos alunos e às escolas e dos investimentos avultados na
construção de cinco novas zonas industriais.
 “No
início do mandato, defrontámo-nos com uma das maiores taxas de
desemprego de sempre em Paços de Ferreira. Neste período, acrescentámos
1.500 postos de trabalho por intervenção directa da Câmara Municipal. O
que seria de Paços de Ferreira se não tivesse apostado nesta política
de captação de investimento e proximidade às empresas?”, questionou.
 Pedro
Pinto prometeu, para o próximo mandato, continuar “a aposta estratégica
na educação” e avançar com novos projectos como a cidade tecnológica e
o centro avançado de design de mobiliário, no âmbito do cluster do
mobiliário.
 Anunciou
ainda um cartão social municipal e um programa de regeneração de
núcleos urbanos, num investimento total de 10 milhões de euros.
 “Somos hoje reconhecidos por todo o país como um concelho dinâmico mas temos ainda uma enorme capacidade de sonhar.”, concluiu. 

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