13ª edição do Festival do Anho Assado e do Arroz do Forno contou com milhares de visitantes

O concelho de Baião foi palco, no passado fim-de-semana, da 13ª edição do Festival do Anho Assado e do Arroz do Forno. Durante três dias, 27, 28 e 29 de julho, a Feira do Tijelinho recebeu este certame que contou com milhares de visitantes.

“Conquistar os visitantes pela qualidade da gastronomia e dos nossos produtos, mas também pela simpatia e pelo bem-receber dos baionenses”, enalteceu o presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira. O autarca referiu também, na cerimónia de abertura do certame, que “estes dois fatores têm contribuído para a dinamização do turismo no concelho e que a tendência é de crescimento nos próximos anos”.

O festival, organizado pela autarquia de Baião, contou com três restaurantes,que confecionaram a receita tradicional do Anho Assado, usando, para isso, os tradicionais fornos a lenha.

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Aos restaurantes juntaram-se 40 produtores com um pouco do que é produzido em Baião, onde se inclui o Biscoito da Teixeira, as compotas, os licores, o sumo de laranja natural, a ginja, a broa de milho, a doçaria, as amêndoas, o artesanato.

Este ano houve ainda destaque para o mirtilo, fruto cultivado no território por jovens agricultores, que tem conquistado cada vez mais adeptos. O gelado de mirtilo esteve presente pela primeira vez num evento do género, tendo esgotado.

Houve espaço para a música e outras manifestações da cultura popular. Um dos pontos altos do evento foi a atuação da banda ‘Us sai Gatas’ no sábado, dia 28, às 22h30. Destaque, também, para o Festival de Folclore no domingo à tarde, dia 29, que trouxe a Baião dois ranchos externos, de Matosinhos e Vila Nova de Gaia, que se juntaram ao Rancho ‘As Ceifeiras de Valadares’. Pelo recinto passaram também grupos de Zés P´reiras, tocadores de concertinas e a Banda Marcial de Ancede.

Os vinhos verdes da sub-região de Baião, com destaque para a casta Avesso também marcaram presença, o mesmo se pode dizer das Bengalas de Gestaçô e das Cestas de Frende, peças de artesanato muito representativas no concelho.

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Na cerimónia de encerramento do certame, José Lima, vereador com o pelouro dos Assuntos Económicos da Câmara Municipal de Baião, acompanhado em palco por todos os produtores participantes do Festival, mostrou-se muito satisfeito por constatar, de novo, o sucesso do evento, e agradeceu a todos, produtores e organização, o facto de ajudarem, com brio e dedicação, a levar o nome de Baião além-fronteiras. “Treze anos de Festival é um desafio porque a ideia pode, à partida, parecer gasta. Mas não. Todos os anos este festival nos surpreende. Todos os anos recebe cada vez mais pessoas. Todos os anos reafirma a sua importância. Vamos mantê-lo porque é uma boa montra do melhor que cá produzimos, e serve, também, como ponto de encontro dos vários emigrantes espalhados pelo mundo e que, nesta altura do ano, vêm matar saudades dos nossos sabores”.

Paulo Pereira concluiu, afirmando que “isto não seria uma realidade sem o excelente trabalho dos restaurantes, dos produtores locais, dos agentes de turismo, dos colaboradores da autarquia e de tantas outras entidades que todos os dias puxam Baião para a frente”.

Uma nova edição do certame está já garantida para o próximo ano.

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