Atrasos na limpeza das redes viária e ferroviária preocupam população de Baião

Atrasos na limpeza das redes viária e ferroviária preocupam população de Baião

 

A população e autarquia de Baião está preocupada com o atraso na limpeza dos territórios visto que o período mais propício a incêndios está a aproximar-se. O prazo para o processo de limpeza estabelecido pelo governo já terminou e a região de Baião continua com algumas zonas sem intervenção das entidades competentes.

Perante tal atraso, o presidente da Câmara de Baião manifestou a sua preocupação junto das Infraestruturas de Portugal (IP). Em resposta ao contacto, a IP respondeu ao autarca, por escrito, a 27 de junho, garantindo que o início dos trabalhos está para breve.

A IP ainda não tem o visto final do Tribunal de Contas relativamente aos Contratos de Conservação corrente para o distrito do Porto, no qual estão incluídos entre outros, os trabalhos de ceifas e corte de vegetação. Neste contexto, e de modo a dar resposta às suas obrigações no âmbito da legislação da defesa da floresta contra incêndios, a IP recorreu a contratos específicos para limpeza das Faixas de Gestão de Combustível. Dados os trâmites processuais a que estamos obrigados, perspetiva-se o início dos trabalhos ainda durante o mês de junho. O presente contrato, que engloba trabalhos de ceifa e corte seletivo, abrange todas as vias sob responsabilidade da IP no Distrito do Porto e terá uma duração total máxima de 180 dias”, pode ler-se em nota de imprensa enviada pela autarquia.

No entanto, o representante da IP, Alberto Saraiva, tinha dito no passado dia 11 de maio, aquando da reunião da Comissão Municipal de Defesa da Floresta de Baião, que os trabalhos de gestão de combustíveis em todas as vias que servem o concelho de Baião, estariam concluídos durante o verão, mas tal ainda não aconteceu.

“Não podemos andar a pressionar os particulares para que cumpram com a legislação a tempo e horas e depois deparamo-nos com estas situações de atraso. Todos temos que cumprir a nossa parte de acordo com a Lei e as instituições públicas devem ser as primeiras a dar o exemplo”, refere Paulo Pereira, acrescentando que “este ano, por razões climáticas adversas, a vegetação tem crescido a um ritmo alucinante, e quando se chega ao fim de uma estrada, já é necessário começar outra vez”.

 

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

Apoie o jornalismo de qualidade.
Faça uma doação para este projeto.