Dia Mundial Sem Tabaco: Fumadores têm maior risco de desenvolver demência

Dia Mundial Sem Tabaco: Fumadores têm maior risco de desenvolver demência

 

É verdade que não existe uma fórmula que descreva a solução de como se pode prevenir ou curar a demência e, infelizmente, os seus grandes fatores de risco, como a idade e a genética, não são possíveis de controlar. No entanto, existem formas de se manter saudável durante um maior período de tempo com o avançar da idade. Isto passa nomeadamente pela aquisição de um estilo de vida diferente, que confira a adoção de hábitos mais saudáveis e conscientes.

Vários estudos têm salientado o facto de as pessoas fumadoras apresentarem um maior risco de vir a sofrer da doença de Alzheimer. Quanto mais elevado for o consumo, e consequentemente a dependência da nicotina, maior é a probabilidade de desenvolver esta doença.

Contudo, apesar de o tabaco aumentar de forma considerável o risco de desenvolvimento de demências, seja a doença de Alzheimer ou não, existem outros maus hábitos que contribuem igualmente para a deterioração das funções cognitivas. São estes o consumo abusivo de bebidas alcoólicas, a falta de descanso, os elevados níveis de stress, e muitos mais.

É desta forma importante frisar que existe um conjunto de medidas recomendadas que visam a manutenção da saúde cerebral e, consequentemente, a redução de risco de doença de Alzheimer ou outros tipos de demência. Alguns estudos sugerem que a prática de exercício físico regular, a aposta numa alimentação mais saudável, rica em vegetais, frutas, leguminosas, azeite e peixe, e a realização de atividades que estimulem a parte cognitiva do cérebro, como passear pelo jardim, fazer palavras cruzadas, sopa de letras ou sudoku, ou participar em atividades comunitárias que impliquem o contacto com outras pessoas, são benéficas para o estabelecimento do equilíbrio mental.

Importa referir que cada pessoa deve assumir uma postura preventiva e de cuidados com a saúde mental o mais cedo possível, dado que, segundo os cientistas, as mudanças que ocorrem no nosso cérebro e que podem resultar em demência começam a formar-se décadas antes dos primeiros sintomas serem detetados.

Manuela Morais

Vice-presidente da Alzheimer Portugal

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