Santa Casa da Misericórdia de Baião assinalou 85 anos com “85 dias de história”

Santa Casa da Misericórdia de Baião assinalou 85 anos com “85 dias de história”

 

A Santa Casa da Misericórdia de Baião assinalou 85 anos ao serviço da comunidade no passado dia 22 de fevereiro e desde então tem publicado um pouco da sua história, em cada dia.

O objetivo foi “ao longo de 85 dias dar a conhecer à comunidade aquilo que é a história da instituição, com os momentos mais marcantes ao longo do tempo e também dar conhecimento daquilo que é a nossa atividade neste momento”, explicou José Manuel Guedes Carvalho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Baião.

“É um passo mais para que se crie uma proximidade com toda a comunidade porque a nossa equipa está em funções há oito anos e aquilo que temos encontrado na Misericórdia é um reconhecimento muito grande do nosso trabalho por parte de todas as entidades externas mas depois, internamente, dentro da nossa casa, que é o nosso concelho, muitas vezes as coisas não acontecem dessa maneira. Achamos que as pessoas não conhecem o trabalho que é desenvolvido no interior da instituição”, justificou.

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“Somos uma Misericórdia nova mas com muitos momentos marcantes”

Com 85 anos de história, a Santa Casa da Misericórdia tem tido um papel preponderante ao serviço da população.

“Somos uma Misericórdia “nova”, comparando com as outras, mas num concelho como o de Baião já é um percurso com muitos momentos marcantes”, considerou José Manuel Guedes Carvalho.

Para o provedor, há três momentos que são mais importantes na história da instituição, sendo o primeiro, “o da criação e do objetivo da sua criação, que foi o hospital e a dedicação, numa primeira fase, à área da saúde”, recordou.

Com a nacionalização do hospital, em 1974, “a Misericórdia teve que se reformular e voltar a repensar toda a sua atividade. Aí caminhou no sentido do apoio social, distanciando-se da saúde, criando o lar S. Bartolomeu e estabelecendo contacto com a 3ª idade. Depois foi um seguimento de caminharmos com a deficiência, com o apoio domiciliário, com os diversos projetos junto da comunidade. Surgiu o apoio alimentar, que é um projeto que está a decorrer também já em parceria com o Marco de Canaveses, sempre tentando ser transversal a toda a atividade social e regressamos depois um bocadinho à saúde, com a clínica médica, que foi reinaugurada com especialistas de referência”, descreveu José Manuel Guedes Carvalho.

Num terceiro momento, “e já com uma intervenção mais nossa, olhámos para a instituição e pensámos que temos de preparar mais 30, 40 ou 50 anos. Por isso houve necessidade de requalificar as instalações, de tornar a forma de gestão da instituição um pouco diferente e caminhar no sentido das mesas e direções terem o seu papel mas permitindo que a hierarquia definida em termos de colaboradores tenha poder de decisão nas diversas áreas. Uma autonomia que os técnicos já têm em determinadas áreas, em que as decisões passam por eles e não pela mesa administrativa”, completou o provedor.

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Lar residencial para portadores de deficiência é o próximo projeto

No que diz respeito ao futuro, José Manuel Guedes Carvalho, indica que a construção de um lar residencial para portadores de deficiência é uma aspiração antiga da Misericórdia.

“Temos dois centros de atividades ocupacionais, somos a única instituição no concelho que trabalha com a deficiência e no diagnóstico social. Baião, e o próprio distrito, tem uma carência a este nível, portanto este é o próximo projeto apesar de não termos a pressa de ter de ser para amanhã”, referiu, lembrando que a concretização deste objetivo exige a colaboração de outras entidades. “É uma decisão que, para nós, já está bem definida em termos financeiros, e em termos de onde vai ser e como vai ser. Agora é preciso que também as outras entidades – Segurança Social e Ministério – e o próprio quadro comunitário, também o façam”, disse.

Outro aspeto que a Misericórdia de Baião deseja ver mais trabalhada “é uma maior colaboração entre as diversas instituições”, numa ótica de racionalização de recursos.

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A Santa Casa da Misericórdia de Baião presta serviços em quatro grandes áreas:

Terceira Idade: Tem dois lares de idosos, sendo eles o Lar de S. Bartolomeu, em Campelo, com 65 utentes e o Lar de Santa Marinha do Zêzere, com 30 utentes. Em Santa Marinha tem também serviço de apoio domiciliário com dois serviços diferenciados: um tradicional (que inclui refeição, tratamento de roupa, higiene pessoal e habitacional) que serve 25 utentes e outro que é localizado (uma funcionária dirige-se a casa do idoso e presta todo o serviço no local) que abrange oito utentes.

Deficiência: Com dois Centos de Atividades Ocupacionais (CAO). Um deles está localizado em Chavães, com 30 utentes, e o outro está em Mesquinhata, com 25 utentes. Tem também um núcleo de desporto adaptado em que os utentes ou alunos com necessidades especiais têm a oportunidade de praticar natação e futsal.

Saúde: Através da Clínica Médica com várias especialidades e o Centro de Medicina Física e Reabilitação.

Intervenção comunitária: Com uma equipa de Rendimento Social de Inserção (RSI) que acompanha 187 famílias, através do Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS) e com apoio alimentar, contando para isso com três programas – o Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (POAPMC), o Banco Alimentar contra a Fome e o Programa de Emergência Alimentar (PEA). Tem igualmente um Gabinete de Inserção Profissional (GIP) em Santa Marinha do Zêzere, que trabalha diretamente com o IEFP, e o CLDS 3G “Integrar Baião”.

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