Incêndios: Baião prepara o verão com sete equipas de primeira intervenção

Incêndios: Baião prepara o verão com sete equipas de primeira intervenção

A segunda reunião de 2018 da Comissão Municipal de Defesa da Floresta de Baião decorreu na passada sexta-feira, dia 11 de maio, no edifício da Câmara Municipal.

Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal e da Comissão de Defesa da Floresta de Baião presidiu a reunião, onde estiveram presentes Daniel Guedes, representante dos presidentes de Junta de Freguesia; Silvino Sousa, coordenador de prevenção estrutural do Distrito do Porto do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF); José Manuel Ribeiro, comandante operacional municipal; Artur Mota, comandante do posto da GNR de Baião; Edgar Pires, do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente de Amarante (SEPNA); Alberto Saraiva, representante das Infraestruturas de Portugal; Rafael Pereira, representante da EDP; Orlando Rodrigues e Márcio Vil, comandantes dos Bombeiros Voluntários de Baião e Santa Marinha do Zêzere, Isidro Costa, representante do Agrupamento Complementar de Empresas do Grupo Navigator e do Grupo ALTRI; Luciana Pinto e Francisco Mota, do Gabinete Técnico Florestal de Baião (GTF).

Segundo nota enviada à imprensa, a ordem de trabalhos do encontro tinha como ponto central a análise e aprovação do Plano Operacional Municipal de 2018 que acabou por ser aprovado por unanimidade. Este plano tem como objetivo a operacionalização de todo o dispositivo de defesa da floresta contra incêndios, assumindo-se, também, como “um auxílio de relevo no planeamento do combate aos incêndios florestais. Para isso estão definidos os meios humanos, técnicos e materiais que serão utilizados nas operações de vigilância, primeira intervenção, combate, rescaldo e pós-rescaldo, existentes no município de Baião”.

Desta forma, pretende-se “garantir uma intervenção imediata em incêndios nascentes, assim como limitar o seu desenvolvimento. Paralelamente, o Plano procura manter sempre, no concelho, capacidade operacional de primeira intervenção, mesmo quando exista um incêndio de grandes dimensões”, foi revelado pela autarquia.

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Na fase mais crítica de incêndios, em Baião, sete equipas diárias estarão disponíveis para uma primeira intervenção imediata. As equipas serão constituídas por elementos dos Bombeiros Voluntários e por sapadores florestais. A estas equipas juntam-se, este ano, outras seis equipas diárias, de Voluntariado Jovem para as Florestas, através do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), que farão vigilância de deteção. À exceção dos Bombeiros Voluntários, todas as equipas referidas poderão fazer rescaldo e vigilância pós fogo.

Durante a reunião foi também feita a análise e i balanço final relativamente aos incêndios ocorridos no concelho no ano anterior. José Manuel Ribeiro, comandante operacional municipal, deu conta aos presentes de que o ano de 2017 “quando comparado com a média da última década, foi um ano com um número de incêndios e área ardida abaixo da média”.

A Comissão aprovou o estabelecimento de um conjunto de critérios objetivos para o deferimento ou indeferimento de autorizações relativas ao lançamento de fogo de artifício, encontrando-se o documento em fase de redação final.

Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Baião, pede igual empenho “à sociedade civil”, lembrando que os incêndios, “além de consumirem muitos hectares de floresta valiosa, levam um pouco da nossa riqueza económica, da nossa biodiversidade mas, também, muito da nossa história e memória coletiva. Sem contar o perigo a que sujeitam a vida e os bens das pessoas”. O autarca baionense pede a todos, “pelo futuro das gerações vindouras”, que estejam “especialmente atentos e procurem ter um comportamento responsável seguindo as recomendações dos técnicos especialistas. Precisamos de estar todos unidos no combate a este flagelo que tantas vidas destruiu e tem destruído nos últimos anos. É importante sentirmos que o nosso esforço é acompanhado pelo empenho dos nossos cidadãos”.

O concelho de Baião é um dos que alberga a maior mancha verde de todo o distrito do Porto. Especialmente por isso, o comandante operacional municipal, José Manuel Ribeiro apela ao “empenho de todos na preservação da floresta”.

A Comissão Municipal de Defesa da Floresta é uma estrutura de articulação, planeamento e ação que tem como missão a coordenação de ações relacionadas com a definição de políticas e orientações no âmbito da defesa da floresta.

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