Município de Celorico de Basto converteu Jardim do Prado em “Jardim Ilídio Alves de Araújo”

Município de Celorico de Basto converteu Jardim do Prado em “Jardim Ilídio Alves de Araújo”

A autarquia de Celorico de Basto atribuiu o nome do arquiteto paisagista e agrónomo, Ilídio Araújo, ao Jardim das Camélias da Quinta do Prado, que agora se chama ‘Jardim Ilídio Alves de Araújo’. A cerimónia decorreu no dia 24 de março e contou com a presença de toda a família do arquiteto que faleceu em 2015.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Mota e Silva, esta é uma homenagem que procura valorizar uma figura “que ao longo da sua vida demonstrou uma dedicação cívica exemplar, exercendo diversas funções com empenho e dedicação, um homem académico, da pesquisa, da afirmação, da concretização, um mestre na sua arte, conhecedor e respeitado no meio, um filho da terra que nos enobrece”.

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“Esta homenagem é a evocação da história que concretiza este momento presente, é recordar e permitir que todos possam conhecer um homem sem fronteiras, sem barreiras, com grande capacidade e frontalidade que faz parte de nossa história e da nossa memória. Uma palavra de carinho à família, por ter um ente querido tão integro e marcante”, afirmou o autarca.

Durante a cerimónia de homenagem foi descerrada uma placa evocativa que fica situada à entrada do Jardim de Camélias do Prado. “Um espaço nobre e distinto que agora terá o nome de um homem nobre e distinto, um homem que sempre gostou e valorizou os jardins de Camélias, tendo mesmo participado na Festa Internacional das Camélias, e a terra que o viu nascer”, realçou o presidente, acrescentando que esta homenagem promovida pelo município “é a melhor forma de celebrar e honrar a nossa história”.

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A cerimónia contou com a presença dos três filhos do arquiteto, seis netos, irmãos e muitos outros familiares, também estiveram presentes amigos que se quiseram associar a esta homenagem.

Também Fernando Santos Pessoa, arquiteto paisagista, e autor da obra ‘A Arquitetura Paisagista em Ilídio Alves de Araújo-uma fotobiografia’ mostrou-se agradado com a homenagem a um homem que “não gostava de manifestações públicas, com uma humildade tão grande quanto a sua sabedoria. Tinha uma noção clara sobre a necessidade e complexidade da paisagem e tinha a necessidade de interpretar as memórias do passado para compreender o presente”.

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Durante a intervenção, Fernando Pessoa destacou o trabalho e o gosto pela terra que o viu nascer e intitulou-o “o Príncipe do Renascimento”.

Teresa Endersen, arquiteta paisagista, professora Universitária e Presidente da Associação Portuguesa de Jardins Histórico, disse que privou com Ilídio Araújo e que sempre foram experiências de grande enriquecimento. Referiu-se ao homenageado como alguém que “cultivou a leitura da paisagem, ele via para além do nosso olhar. Uma personalidade que acompanhou meio século de transformação da paisagem portuguesa e, muitas vezes, informou e denunciou a falta de visão estratégica. Um homem com elevada competência enquanto leitor, conhecedor e interpretador da paisagem, um dos maiores da arte e da ciência da Paisagem do Século XX”.

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