Família de Francisco Correia pede ajuda para o trazer para Marco de Canaveses

Família de Francisco Correia pede ajuda para o trazer para Marco de Canaveses




 

“Precisamos trazer o meu pai para Portugal para poder dar-lhe acompanhamento e uma boa qualidade de vida. Lá, na situação em que está, não é nada fácil. Precisamos de ajuda”. Este foi o apelo emocionado de Jhonatan Correia, o filho mais velho do cidadão de Marco de Canaveses que está hospitalizado nas Caraíbas há mais de um mês, devido a um acidente de mota.

Em Vila Boa do Bispo, terra natal do pai e onde vive há pouco mais de um ano com a mulher e uma filha, Jhonatan Correia tem tido a ajuda de outros elementos da família paterna para desenvolver uma campanha de angariação de fundos com vista à transferência de Francisco Correia Teixeira, uma vez que os custos são muito elevados.

Atualmente estão a decorrer duas campanhas: uma com recurso à plataforma online gofundme.com e outra através de uma conta bancária aberta exclusivamente para o efeito (PT50 001000005589684000162). Mas o valor angariado ainda é muito reduzido face ao necessário.

Francisco Correia Teixeira teve o acidente no dia 17 de janeiro e desde essa altura está separado da mulher e de mais três filhos, sendo dois deles menores, que estão na Venezuela, onde o homem tinha vida organizada.

A deslocação de Francisco Teixeira à ilha francesa de São Bartolomeu, nas Caraíbas, foi motivada pela procura de emprego, tendo em conta a instabilidade vivida na Venezuela. No mesmo dia em que chegou à ilha alugou uma moto e teve o acidente. Ficou com três vértebras fraturadas e danos cervicais e foi internado no Centro Hospitalar Universitário da ilha de Guadalupe.

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A família está agora separada e sem meios financeiros, uma vez que o marcoense era “a força da casa” economicamente.

O único apoio de Francisco Teixeira, nas Caraíbas, é um emigrante português que o tem acompanhado. “O meu pai está com a maior parte do corpo paralisado. Está consciente e fala mas está muito débil. Se não fosse o nosso amigo José Fernandes ele estava sozinho, não tinha ninguém, num país que não é o dele, onde não se fala a língua dele. É mesmo muito complicado”, explicou o filho.

Jhonatan Correia já esteve na ilha de Guadalupe para perceber o que teria que ser feito para trazer o pai para Portugal.

“Não conseguimos obter nada por parte do Governo Português porque dizem que ele não está no âmbito legal para se fazer repatriamento. Então tentamos ver outras soluções e a solução que há é juntar a quantia necessária para fazer o transporte”, indicou.

A viagem através de um avião-hospital devidamente preparado para o estado de saúde em que Francisco Teixeira se encontra “era o ideal. Chegaria diretamente ao Porto mas os custos são mesmo muito elevados, mais de 90 mil dólares. Através de uma assistente social em Guadalupe conseguimos ter outro orçamento que é um pouco mais de 30 mil euros”, revelou o jovem, esclarecendo que esta alternativa continua a exigir uma equipa médica e condições específicas mas o transporte não seria feito num avião “privado” nem seria direto para o Porto.

Os dias têm sido vividos com angústia por toda a família e na expetativa de que se angarie a maior quantia possível.

“Vir para Portugal é o desejo do meu pai”

Nascido e criado na Venezuela, Jhonatan Correia teve de abandonar a vida que tinha para tentar nova sorte. “Lá está mesmo muito mal. Eu nasci lá, vivi lá, tenho muitas amizades lá e praticamente tive de deixar tudo e vir para Portugal fazer uma vida nova”, lembrou o jovem.

Agora, quer desesperadamente ajudar o pai. “Ele saiu da Venezuela com a missão de trazer os filhos e a mulher para Portugal e já que essa foi a vontade dele eu quero ajudar a que isso seja possível. Para isso conseguir ser feito temos de trazê-lo para cá”, sustentou, afirmando que juntar a família nas Caraíbas não é viável.

“Mandar a mulher do meu pai lá para a ilha também é muito complicado em termos de custos, pelos miúdos, a escola… Temos de trazê-los. A via vai ver ser trazê-los para Portugal e tentar organizar a vida deles aqui”, reforçou.

Entidades estão a analisar possibilidade de ajuda

Contactados pelo Jornal A VERDADE, Cristina Vieira, presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses e José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, indicaram que estão a acompanhar a situação mas não adiantaram pormenores, tendo em conta a “delicadeza” do caso a nível técnico, social e financeiro.

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