Marcador de Livros: O Homem de Giz

Marcador de Livros: O Homem de Giz

Autor: C. J. Tudor

N.º de Páginas: 320

PVP: 18,85€

Sinopse:

A história começa quando aos doze anos Eddie e os amigos tiveram contacto com o misterioso Homem de Giz. Uma personagem central na trama e Eddie será assombrado por ela.

As estranhas figuras de giz conduzem Eddie e os amigos a um cadáver de uma rapariga pouco mais velha que eles e esta descoberta irá marcá-los para sempre.

Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos.

À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou.

 

A minha opinião:

Atualidade: Eddie, personagem central de O Homem de Giz, agora professor na escola local, vai-nos dando a conhecer o que se passou no longínquo ano de 1986 e que mudaria para sempre a vida do pequeno grupo de crianças, do qual ele fazia parte.

Se pensarmos que todos guardamos segredos durante parte da nossa vida há alguns que são mais importantes que outros. Durante todo o livro vamo-nos deparando que cada uma das personagens esconde algo que poderá ser determinante para percebermos parte do que se passou naquele ano. E não, não foi apenas a morte daquela jovem bonita, que foi descoberta através de um enigma escrito a giz, qual quebra-cabeças, que os levaria a encontrar o corpo.

Aquele grupo de miúdos composto por Gav Gordo, Metal Mickey, Hoppo e Nicky, a única rapariga, remonta-nos mesmo àquela época. Quem viveu nos anos 80 sabe do que estou a falar. A liberdade que os pais davam às crianças naquela altura permitiam-lhes fazer quase tudo sem que ninguém se preocupasse muito com isso. Aquele grupo era um grupo como qualquer outro: gostavam de andar de bicicleta, brincar no parque, estar na rua até às tantas e andar pelo bosque. Todos diferentes entre si, mas que tinham em comum a amizade. A misteriosa figurinha do homem de giz que muito nos faz lembrar do jogo da forca vai acompanhá-los sempre.

Entre 1986 e 2016 muita coisa muda. Os amigos estão diferentes, distantes. O grupo tão coeso aos 12 anos não tem agora nada em comum a não ser a história da rapariga morta. Mas um estranho acontecimento vai fazer com que se juntem novamente e todas as dúvidas que surgiram no passado vão ser colocadas na mesa e pouco a pouco vamos descobrindo algumas brechas.

O interessante na autora, além de uma história bem fundamentada e sombria, é que nos vai dando pistas para prender o leitor. Qual detective, também pensei que já tinha descoberto quem teria sido o assassino da rapariga ou quem estaria por detrás de outras situações que vão surgindo no livro, mas em todas elas me enganei.

Além do thriller são abordados temas como violência doméstica, religião, demência, bullying e o aborto, temas que enriqueceram cada uma das personagens, dando mais vivacidade ao livro. Destaque ainda para a capa e para a lombada que são muito bonitas.

O romance de estreia de C. J. Tudor, apesar de ter sido uma das minhas primeiras leituras do ano, arrisca-se a ser um dos melhores de 2018. Li-o em conjunto com a Dora Santos Marques do canal de Youtube Books & Movies e ambas ficamos vidradas nele, desde que o começamos a ler.

 

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