Empresa de Desenvolvimento Mineiro considera que não há perigo imediato em Castelo de Paiva

Empresa de Desenvolvimento Mineiro considera que não há perigo imediato em Castelo de Paiva

A Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) comunicou esta semana que a combustão de resíduos das antigas Minas do Pejão, localizadas na zona de Castelo de Paiva, “não representa no imediato um motivo de alarme para a população”. A informação seguiu-se a uma visita dos técnicos da empresa ao concelho, nomeadamente à localidade de Pedorido.

“Apesar de considerar que esta situação não representa no imediato um motivo para alarme para a população, a EDM esclareceu em comunicado, que procedeu à colocação no local de uma Estação de Monitorização de Qualidade do Ar, de forma a assegurar a medição de monóxido de carbono, óxidos de azoto, dióxido de enxofre e partículas no sentido de clarificar os impactes nas populações localizadas na envolvente onde se tem verificado a combustão”, revelou a autarquia paivense.

Os técnicos da EDM  (entidade que é responsável pela caracterização e recuperação ambiental das áreas mineiras degradadas e sua monitorização, no âmbito do contrato de concessão atribuído pelo Estado Português) estiveram no local a avaliar a situação, acompanhados de autarcas de Castelo de Paiva. Os dados recolhidos vão integrar um estudo, agora anunciado, que vai permitir determinar a solução técnica para este problema que afeta a zona do Couto Mineiro.

Nas conclusões da EDM, tornadas públicas pela autarquia, está a verificação de que “os focos de combustão se encontram limitados a materiais depositados em escombreiras, não existindo evidência de que se tenham propagado às jazidas de carvão que não foram exploradas no subsolo”.

castelo de paiva - visita de tecnicos (2)

No relatório apresentado consta também que “a combustão lenta de materiais carboníferos depositados em escombreiras é responsável pela emissão dos gases de combustão do carvão que se tornaram mais intensos com as últimas chuvas, em resultado do acréscimo de evaporação de água da precipitação em contacto com os focos de combustão”.

Apesar dos focos de combustão se localizarem em terrenos privados “procedeu-se à colocação de vedações provisórias nas áreas que não estavam vedadas de modo a garantir a segurança”, esclareceu a EDM.

Para a entidade, as medidas tomadas são “urgentes e necessárias para avaliar os efeitos nas populações dos focos de combustão e prevenir acidentes nas zonas afetadas, enquanto decorre o Estudo da Solução Técnica para, numa primeira fase, proceder à extinção dos focos de combustão e, posteriormente, proceder aos ajustamentos necessários nas escombreiras no sentido de evitar novas ocorrências no futuro”.

castelo de paiva - visita de tecnicos (1)

Recorde-se que a combustão tem-se observado desde outubro, o que causou desde logo preocupação à Câmara Municipal de Castelo de Paiva e à União de Freguesias de Raiva, Pedorido e Paraíso.

Nesse sentido, pediram à Agência Portuguesa do Ambiente “uma solução rápida e eficaz para o problema, tendo em conta a saúde pública e a proteção de quem vive por perto”.

Em dezembro o presidente do município, Gonçalo Rocha, reportou a situação de combustão lenta das escombreiras também à Direção Geral de Energia e Geologia.

 

A Verdade
ADMINISTRATOR
PERFIL

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

Apoie o jornalismo de qualidade.
Faça uma doação para este projeto.