Três motivos para visitar um destino, no Douro Verde, onde a ficção se tornou real

Três motivos para visitar um destino, no Douro Verde, onde a ficção se tornou real

Na estação de outono, com os dias cinzentos, o vento que sacode os ramos das árvores, os dias curtos e as noites longas, tudo isso conjugado só aumentam o desejo de estar entre as mantas e ao lume a beber um chá bem quentinho, não é mesmo?

Não perca a boa disposição e invista em atividades culturais na região do Douro Verde.

A minha sugestão é que visite e valorize os museus da nossa região. Os dias de outono e inverno são excelentes para fazer uma visita.

Hoje venho apresentar a Fundação Eça de Queiroz.

Eu, particularmente, gosto muito de visitar este destino singular em Baião, apelidado pela população de Tormes, antiga Vila Nova, na freguesia Santa Cruz do Douro. Muita gente acredita que Tormes sempre foi o nome desta aldeia, mas na verdade foi criado pelo escritor Eça de Queiroz, na sua última obra “A Cidade e as Serras” (1901).

Há um caminho, relatado nesta obra, conhecido por Caminhos de Jacinto, percorrido por Jacinto e pelo seu amigo Zé Fernandes, que vai desde a estação de Aregos, também apelidada por Tormes até a Fundação Eça de Queiroz. “Paciência, Jacinto. Em duas horas estamos na estação de Tormes…”

“ambos em pé, às janelas, esperámos com alvoroço a pequenina estação de Tormes, termo ditoso das nossas provações. Ela apareceu enfim, clara e simples à beira do rio, entre rochas, com os seus vistosos girassóis enchendo um jardinzinho breve, as duas altas figueiras assombreando o pátio, e por trás a serra coberta de velho e denso arvoredo…”

Bastaram uma hora para que Jacinto e o seu amigo chegassem a Casa de Tormes, depois de uma longa viagem partindo de Paris.

Sem sombra de dúvida, visitar este destino é perceber, claramente, como a ficção se tornou algo tão real.

São inúmeros os fatores que levam muitas pessoas a este destino anualmente.

visite comigo fundacao eca de queiroz (1)

Primeiro pelo cenário majestoso, que é realmente verde e puro, dito por Jacinto como: “um verde tão moço, que eram como musgo macio onde apetecia cair e rolar”. À vista, da janela sublime da Casa de Tormes, é fabulosa para serra de Montemuro. É com certeza um cenário excecional.

Segundo, é que à medida que se procede a visita, na Casa Tormes, a magia de estar neste ambiente, toma conta do nosso imaginário, levando-nos a uma viagem no quotidiano queirosiano. Os objetos pessoais, as fotografias, os presentes de amigos e outros bens, imortalizam a memória de um dos maiores mestres da língua e literatura portuguesa, Eça de Queiroz.

Terceiro, a gastronomia queirosiana, que é de excelência, servida mesmo ao lado no Restaurante de Tormes. Não  há quem fique  indiferente ao provar o arroz de favas com o frango alourado, mencionado pelo escritor. Se tiver a oportunidade percorra os Caminhos de Jacinto e deslumbre-se num “Portugal bem-amado”.

“Foi ele que rapou avaramente a sopeira. E já espreitava a porta, esperando a portadora dos pitéus, a rija moça de peitos trementes, que enfim surgiu, mais esbraseada, abalando o sobrado – e pousou sobre a mesa uma travessa a transbordar de arroz com favas. Que desconsolo! Jacinto, em Paris, sempre abominava favas!… Tentou todavia uma garfada tímida – e de novo aqueles seus olhos, que o pessimismo enevoara, luziram, procurando os meus. Outra larga garfada, concentrada, com uma lentidão de frade que se regala. Depois um brado:
-Óptimo!… Ah, destas favas, sim! Ó que fava! Que delícia! (…)

Eça de Queiroz, “A Cidade e as Serras”.

Caminho Particular de Tormes
Quinta de Tormes – Baião
4640-424 Santa Cruz do Douro

Telefone +351254 882 120

Coordenadas GPS:
N 41º 07’ 33’’ | W 08º 0’ 14’’

 

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