Marcador de Livros: Lugares Abandonados de Portugal

Marcador de Livros: Lugares Abandonados de Portugal

Título: Lugares Abandonados de Portugal

Autor: Vanessa Fidalgo 

N.º de Páginas: 240

Sinopse:

É impossível passar pela Quinta do Comandante, em Oliveira de Azeméis, e ficar indiferente ao edifício em avançado estado de degradação que ali se ergue. Atrás daquelas paredes em ruínas tanto se escondem histórias de amor como episódios trágicos com um final surpreendente. Numa certa noite, o comandante Batista de Carvalho juntou um grupo de amigos e familiares para uma festa. A meio do jantar levantou-se, dirigiu-se ao quarto, pegou num revólver e suicidou-se. Não é caso único nas tragédias que assolam os lugares abandonados de Portugal. A 10 de Julho de 1957, a GNR avançou sobre a população do Colmeal, em Figueira de Castelo Rodrigo. Houve mortos, feridos e no fim da luta, ninguém ficou na aldeia para contar a história.

O silêncio passou a ser o único habitante daquela que é apenas uma das muitas aldeias abandonadas de Portugal. Na quinta da Arealva, à beira Tejo, em Almada, ainda restam os armazéns, o cais e até os rótulos dos vinhos, negócio que, em 1757, trouxe os O’Neill para Portugal. A família viveu na quinta por várias gerações, mas a azáfama acabou por dar lugar ao vazio que ali perdura. Os lugares abandonados são uma viagem fascinante ao passado. Saber o que foi aquele lugar, quem ali viveu, o que aconteceu e porquê, perceber o que restou, de tudo isso nos falam os escombros ou as paredes que se mantiveram de pé. De uma forma geral, somos surpreendidos com o que descobrimos. Neste livro, a jornalista Vanessa Fidalgo percorre o país de norte a sul e revela-nos a história de dezenas de lugares abandonados. Recupera personagens que os habitaram, as suas vivências, amores e desamores, os episódios que conferiram a esses locais uma alma e uma memória. São histórias de aldeias inteiras que, de um dia para o outro, ficaram abandonadas; de estações ferroviárias onde o apito dos comboios deixou de se ouvir; de mansões e palacetes em que o silêncio se instalou como uma herança maldita.

A minha opinião: 

Os edifícios abandonados sempre causaram fascínio em mim. A história por detrás daquela ruína tem sempre o seu quê de interessante e, de facto, este livro vem comprovar isso. É uma pena que o estado destes edifícios tenha chegado à completa ruína e abandono, mas também é compreensível que muitos dos herdeiros de casas senhoriais ou casas grandes não tenham dinheiro suficiente para as reabilitar. Fica delas a memória.

Curiosamente já me tinha questionado sobre a história de alguns destes edifícios que, pela sua beleza exterior, me deixaram curiosa para saber mais. São eles a Casa do Professor em Oliveira de Azeméis e a casa existente numa das artérias principais em Espinho, pelo que fiquei agrada em ver a sua história retratada no livro. Mas a que me deixou mais curiosa, devido ao final trágico do seu proprietário, foi uma outra casa senhorial em Oliveira de Azeméis, mencionado na sinopse

Este é o primeiro livro que leio da autora apesar de saber que já foram publicados mais, dentro do género.

Gostei da forma como abordou a história de algumas casas, colocando também algumas lendas de lugares portugueses, imprimindo realismo a toda a temática. Mas gostava ainda de saber mais sobre os locais, embora reconheça que não deve ser fácil investigar a fundo todas estas histórias.

O livro é ainda enriquecido com algumas imagens de alguns edifícios abandonados. Os curiosos vão adorar esse miminho.

E como a temática e o misticismo em volta destes locais mais fascina, já coloquei na wishlist os outros livros da autora, que vou querer ler em breve.

 

 

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