Comerciantes de Marco de Canaveses revoltados com saibro colocado no centro da cidade

Comerciantes de Marco de Canaveses revoltados com saibro colocado no centro da cidade

Dezenas de comerciantes, do comércio tradicional existente no centro da cidade de Marco de Canaveses, reivindicaram esta sexta-feira contra o saibro que foi colocado no piso em cubos, dias antes da passagem da Volta a Portugal em bicicleta.

Queixam-se de prejuízo para as lojas e de sujidade instalada.

“É o segundo ano que acontece esta situação. As lojas têm de estar com as portas encerradas. As pessoas reclamam e não andam na rua porque está tudo cheio de pó e os próprios comerciantes têm artigos dentro das lojas que ficam danificados”, criticou Carla Queirós.

“Isto é prova que este piso foi mal posto, que as obras foram mal feitas e que tem urgentemente de ser reposto”, sublinhou ainda a comerciante, referindo-se ao piso colocado aquando das obras de regeneração urbana da cidade.

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Segundo os comerciantes, não houve pré-aviso de que o saibro iria ser posto.

“Fomos apanhados de surpresa. Ninguém avisou nem moradores nem comerciantes”, explicaram.

Desagradados com a situação, decidiram hoje manifestar a sua revolta através de cartazes e de um abaixo-assinado que está a percorrer os comerciantes.

O dito abaixo-assinado conta já com a adesão de cerca de 50 espaços comerciais, das duas artérias afetadas: Avenida Manuel Pereira Soares e Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro.

“Os passeios são limpos mas não adianta porque passado um dia já está tudo sujo e os carros ficam cobertos de pó”, completou Filipe Babo, acrescentando que o problema só ficará resolvido “quando vierem as chuvas”.

 

Presidente Manuel Moreira lamentou o incómodo provocado

Ao Jornal A VERDADE, o presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses disse lamentar os inconvenientes causados.

“Lamento e peço desculpa por este incómodo”, transmitiu Manuel Moreira, confirmando que a colocação do saibro deveu-se à passagem da Volta a Portugal no centro de Marco de Canaveses.

“Chamaram-me à atenção no início desta semana de que era desejável, para não haver problemas na passagem da Volta a Portugal no centro da cidade, colocar-se saibro, para que a passagem se tornasse mais suave e para não haver acidentes”, revelou o autarca.

O presidente da Câmara Municipal deu ainda nota de que o piso está ser regado quatro vezes por dia por ter tido indicação que dessa forma não haveria este problema com o pó.

“Reconheço que prejudica o comércio e não foi essa a intenção. Peço desculpa às pessoas que circulam ali e em particular aos comerciantes”, sublinhou.

Manuel Moreira avançou também que irá deixar à próxima Câmara Municipal eleita a recomendação de substituição do piso atual.

“Gostava de poder substituir aqueles paralelos por cubo normal, de 1ª categoria, mas não o posso fazer no meu mandato porque temos que deixar passar cinco anos sob o término da regeneração da cidade, pois foi feita com recurso a fundos comunitários”, indicou.

O autarca fez questão de frisar que “da parte da Câmara não houve intenção de criar desconforto e perturbar o descanso das pessoas que ali habitam” e que a escolha daquele tipo de pavimento teve como base as recomendações de segurança, de técnicos qualificados envolvidos no projeto.

“Foi assim porque foi dito que seria a única forma das pessoas não passarem aceleradamente no centro da cidade”, reforçou o presidente lembrando que “a razão primeira da requalificação da cidade era trazer pessoas ao centro, em particular à zona mais antiga, para passear e fazer as compras no comércio tradicional, e para isso era também era preciso ter passeios mais largos”.

Quanto a modificações, “só passados cinco anos é que se pode alterar e isso já vai passar para a próxima Câmara. Mas eu vou deixar essa recomendação à próxima Câmara que vier a ser eleita soberanamente pelo povo de Marco de Canaveses no dia 1 de outubro, para que estude a solução que deixo, ou outra melhor, se assim entenderem, para substituírem o atual piso”, adiantou.

 

 

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